Operadoras da América Latina pagaram 25% das suas receitas em impostos

06/03/2018

Os altos tributos impostos ao setor de telecomunicações pressionam o consumo, aumentam a exclusão social e reduzem a margem das prestadoras de serviços na América Latina, que contribuíram, em 2016, com 5% do Produto Interno Bruto regional, respondendo por 1,7 milhão de empregos, revela estudo da GSMA Intelligence, divulgado no Mobile World Congress, realizado em Barcelona, Espanha. O relatório constata que as prestadoras pagaram 25% das suas receitas em impostos e taxas regulatórias, o que representou US$ 260 bilhões.

O levantamento apura ainda que onze dos 20 países da região impõem tributos específicos sobre os consumidores; além disso, 14 dos 20 países aplicam impostos sobre os terminais. A consequência direta é que 40% da população não tem condições de pagar os pacotes móveis mais baratos. O relatório da GSMA Intelligence ressalta o abismo digital existente na América Latina: mais de 50 milhões de pessoas não têm acesso ao 3G e, quando se projeta o 4G, esse percentual sobe para 150 milhões de pessoas.

De acordo com a pesquisa, esse fosso digital só poderá ser reduzido quando os marcos regulatórios atuais forem substituídos por regras mais flexíveis e capazes de incentivar um investimento maior por parte das prestadoras de telecomunicações. A expectativa é que a América Latina chegue a 60 milhões de novos usuários móveis até 2020. O Brasil representa cerca de 33% desse mercado, posição que deve se manter nos próximos anos, com o número de usuários 4G chegando a 54 milhões até 2020. Em termos de penetração de smartphones, a GSMA diz que o Brasil já chegou a 75%.

No mundo, existem, hoje, 7,8 bilhões de conexões móveis (excluindo as conexões M2M), o que representa uma penetração de 103%. Este número deve subir a 9 bilhões em 2025, ou 110% de penetração. Cerca de 37% dessas conexões é 4G. Esse percentual superará 50% em 2025. As redes 5G devem alcançar 40% da população mundial em 2025 e atingirão 14% do mercado. O primeiro milhão de usuários de 5G será atingido já em 2019 e, em 2020, esse número passará para cerca de 20 milhões, saltando para 1,2 bilhão em 2025. A China tende a liderar o mercado de 5G com 392 milhões de acessos em 2025, seguida pela Europa, com 212 milhões e EUA, com 191 milhões.

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