TELEBRASIL e a Estácio promovem evento

A Universidade Estácio de Sá e a TELEBRASIL promoveram, no auditório da Firjan, um encontro para cerca de 200 alunos de graduação do curso de Redes Avançadas de Telecomunicações da instituição de ensino.

Sob a coordenação de Elizabeth Gomes, da Anatel, proferiram palestras representantes da Embratel, Telemar, e de empresas de consultoria; e como key note speaker, Marcos Dantas, do Ministério das Comunicações.

O palestrante da Embratel, Antonio Oscar Petersen, disse que há um monopólio de fato para o serviço de telefonia fixa comutado, que se reflete no baixo market share da Vésper (2,5% ao invés de 8% previstos), da GVT (4,1% ao invés de 3%) e da Vésper São Paulo (1,3% ao invés de 15%), respectivamente empresas-espelho da Telemar, Brasil Telecom e Telefonica. Resultado, estas absorvem 67% da receita bruta das operadoras; Embratel, 13%; e as demais empresas reunidas, 20%.

Segundo Antonio Petersen, os itens críticos para restaurar a competição são: baixar os valores da tarifa de uso da rede local (TURL), reduzir o número de áreas locais para 502, desagregar os elementos de rede e separar as operações de longa distância da local. Ele defendeu o unbundling de plataforma para beneficiar o usuário residencial.

Ivan Ribeiro, da Telemar, afirmou que a maioria que quer a prática do unbundling nas redes das concessionárias nada mais quer do que penetrar nos 3% dos clientes corporativos. Explicou o enorme esforço e investimento necessários feitos pela Telemar para dar qualidade a um sistema que cobre grande parte do Brasil, inclusive a Amazônia.

Marcos Dantas enfocou a importância social das telecomunicações e como a televisão digital poderá contribuir para levar entretenimento e informação para a grande massa da população. Previu a ocorrência de uma grande discussão regulatória entre os segmentos de telecomunicações e o de comunicação de massa que, segundo ele, poderá levar até 10 anos. (JCF)