17/07/2012
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou pela quarta vez a entrada em vigor da obrigatoriedade de instalação dos dispositivos antifurto nos automóveis. A resolução que estabeleceu os primeiros prazos para a entrada em vigor da obrigatoriedade data de 2009.
A Deliberação nº 128 do Contran, publicada no último dia 5 no Diário Oficial da União (DOU), estabelece que 20% da fabricação de automóveis, caminhonetes e utilitários devem ser produzidos com o dispositivo a partir 31 de janeiro de 2013; 40% a partir de 31 de março de 2013; 70% a partir de junho de 2013; e 100% a partir de agosto de 2013. O escalonamento dos prazos é o mesmo para os caminhões, ônibus e microônibus. Para as motos, 5% da produção deve conter dispositivos antifurto a partir de 31 de janeiro de 2013, percentual que sobre para 15%, 20% e 50% a partir de março, abril e novembro, respectivamente. A totalidade da produção das motos deve vir com o dispotivo a partir de janeiro de 2014.
A deliberação do Contran também prorroga o fim da operação assistida, que se iniciou em agosto de 2009 e agora está prevista para terminar em 31 de dezembro de 2012. A operação assistida é a fase de testes realizadas pelas montadoras, teles e as TIVs – companhias responsáveis por comercializar o serviço para o cliente final.
Serpro
Embora esteja andando a passos lentos, o projeto teve um avanço importante. Em dezembro do ano passado, o Contran contratou o Serpro para fazer o chaveamento dos SIMCards e a integração com as TIVs. O projeto prevê que os automóveis saiam das fábricas com SIMCards instalados, mas sem que eles sejam previamente atribuídos a qualquer operadora. No mercado esses SIMCards, são chamados de "chapas-branca". Assim, caberá ao Serpro fazer o chaveamento dos SIMCards para cada operadora, conforme a opção do cliente final pela sua prestadora de serviço que serão as empresas que já atuam no ramo de monitoramento de automóveis e, possivelmente, também as seguradoras. Essas companhias, as TIVs, é que terão contratos com as teles, que fornecerão a conectividade.
Pela resolução, as teles estão proibidas de atuarem neste elo da cadeia, ou seja, vendendo serviços para o consumidor final, mas nada impede que elas se associem a TIVs, o que está nos planos, por exemplo, da Telefônica/Vivo. De acordo com Fabrício Bindi, diretor de produtos da Telefônica/Vivo, esse último atraso aconteceu em função de um pedido das montadoras, que solicitaram mais prazo para se adequarem às exigências. O executivo, entretanto, pondera que esse assunto é bastante complexo e que conforme o grupo de trabalho foi "entrando no detalhe" apareceram novas questões para serem resolvidas.
Fonte: Teletime