Brasil precisa criar diretrizes
em inteligência artificial

11/06/2019

A onda da inteligência artificial está apenas começando, mas alguns países já se movimentam para orientar pesquisas e definir investimentos nesse segmento promissor, especialmente para o setor de telecomunicações, que tem o maior potencial de receitas associadas à tecnologia. Como destacou o principal analista da consultoria Ovum para a América Latina, Ari Lopes, mesmo sem a força das nações mais ricas, o Brasil precisa entrar nesse jogo.

Para o especialista, o Brasil não possui recursos humanos ou de capital para realizar pesquisas no tamanho que China, Estados Unidos e União Europeia estão fazendo, mas precisa pensar em colaborar.

“Nossos institutos de pesquisa e órgãos governamentais deveriam pensar em como inserir o Brasil nessas pesquisas neste momento. Isso daria ao País a possibilidade de identificar oportunidades de, se não puder abarcar tudo, onde concentrar recursos. Se não fizermos isso, vamos ser o que somos, consumidores de tecnologias prontas que vêm do exterior”, disse Lopes.

Ainda de acordo com o analista, o Brasil precisa definir diretrizes para o uso da Inteligência Artificial, especialmente, com as pesquisas, que precisam ser éticas, seguras e tratar a informação das pessoas de forma transparente. “O que sugiro é que se definam diretrizes de consenso”, salientou Lopes.

Para a Ovum, a Inteligência Artificial é especialmente atrativa para a indústria de telecomunicações. “Com o advento do 5G, as redes vão ficar cada vez mais complexas, com pelo menos dez vezes mais o número de sites. Não será possível gerir a rede como hoje, porque haverá uma quantidade imensa de parâmetros para monitorar.” O executivo participou do Painel Telebrasil 2019, realizado de 21 a 23 de maio, em Brasília. Assistam à entrevista.

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