Conectividade de tudo só funciona com antenas

06/09/2018

As restrições e a demora para o licenciamento de novas antenas de celular já prejudicam e tendem a afetar os futuros serviços de telecomunicações. Como destaca o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, as leis municipais que inviabilizam a instalação de infraestrutura atrapalham o uso das novas tecnologias pelos brasileiros.

“A gente caminha para uma conectividade de tudo. Carro autônomo, casa conectada, monitoramento da saúde. Mas os atuais 7 milhões de M2M em São Paulo têm que virar 70 milhões em pouco tempo, ou todos esses aparelhos não vão funcionar”, diz Eduardo Tude. “Como vamos ter pessoas com medidor de saúde para comunicar ao médico, se está tudo congestionado porque não tem antenas? É isso que vai acontecer no Brasil. As tecnologias vão se desenvolver no mundo e não vamos conseguir usar aqui”, lamenta.

Embora a Lei Geral das Antenas, aprovada em 2015 no Congresso Nacional, determine aos municípios responder aos pedidos de licenciamento em no máximo 60 dias, na prática tem sorte quem consegue a autorização antes de seis meses, sendo o prazo de um ano o mais comum.

Como explica o especialista, sem infraestrutura de telecomunicações, os usuários são os mais diretamente prejudicados, porque as falhas de cobertura interferem no uso dos serviços. “Nada funciona direito sem antena. O próprio 4G hoje funciona, mas a cobertura é mais limitada, há buracos, zonas dentro de casa onde não pega, porque não tem mais antenas”, explica Tude. “O 5G vai ser a mesma coisa. Não quer dizer que não vamos ter o 5G, mas ele também terá a cobertura limitada. Quem sofre é o usuário, que fica sem sinal em todos os lugares.”

O presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, participou do workshop “Os desafios para a ampliação dos serviços de telecomunicações nos municípios”, realizado na Fiesp, no dia 22 de agosto. Assistam à entrevista com o especialista.

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