Agenda da Indústria 4.0 exige o fortalecimento do setor de TICs

02/04/2018

Com menos de 5% das empresas brasileiras podendo ser conceituadas como Indústria 4.0, o governo federal lançou, durante o Fórum Econômico Mundial, em março, em São Paulo, a Agenda brasileira para a Indústria 4.0. A iniciativa engloba um pacote de incentivos à modernização do parque fabril brasileiro com o uso de tecnologias como impressoras 3D, Inteligência Artificial e Internet das Coisas. O programa tem como objetivo destinar até R$ 8,6 bilhões em financiamentos a empresas e zerar a alíquota de importação de robôs.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável por R$ 5 bilhões em crédito, que já contará com o novo spread reduzido de 1,7% para 0,9% – conforme recente anúncio das novas taxas em empréstimos feito pela instituição. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por sua vez, concederá R$ 2,5 bilhões, usando a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais até 1,5% ao ano. Já o Banco da Amazônia (Basa) vai fornecer R$ 1,1 bilhão, com taxas de 4,5% a 6,5% ao ano. A expectativa do governo é que com as medidas de incentivos o índice de indústrias brasileiras de adequação ao conceito 4.0 cresça para 15% nos próximos oito anos.

O Secretário de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Douglas Finardi, adianta que para o setor de TICs haverá ações de capacitação, financiamento e exportação. “Serviços de TICs mais fortes permitem que outras áreas também se fortaleçam”, enfatiza. Com relação à alíquota zero para os robôs, Finardi diz que o País não detém a tecnologia para a fabricação local desses equipamentos, e é necessário que eles estejam em ação na economia nacional.

As empresas poderão também usar um portal do governo para medir o grau de maturidade do negócio em relação às possibilidades tecnológicas existentes hoje. A meta é que pelo menos três mil empresas sejam avaliadas nos próximos dois anos. Também faz parte do programa a escolha de 20 projetos para testar potenciais inovações em ambientes reais que podem ser, posteriormente, aplicadas no processo produtivo. Esse item do programa está sendo chamado de "fábricas do futuro" e vai destinar R$ 20 milhões aos candidatos escolhidos.

O pacote do Ministério também tem como objetivo estimular a aproximação entre startups e indústrias consolidadas. Batizado de Startup Indústria 4.0, o item foi incluído no programa para destinar R$ 30 milhões até 2019 para que novas empresas desenvolvam soluções tecnológicas para as indústrias. Também serão postas em prática medidas na área da educação. Entre elas, a capacitação de 1,5 mil professores de educação profissional e tecnológica para formar estudantes para a indústria 4.0 e, dessa forma, elevar a oferta do mercado de trabalho para o segmento.

A Agenda brasileira para a Indústria 4.0 pode ser acessada aqui: http://industria40.gov.br/

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