Indústria 4.0 exige prioridade à tecnologia

06/03/2018

Sempre à frente dos movimentos tecnológicos, a indústria de telecomunicações tem sido uma das pioneiras na jornada rumo à transformação digital. As mudanças acontecem internamente, com a digitalização da oferta de produtos para estreitar a relação com os consumidores. No mercado, serão as ferramentas advindas das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), como o big data, a internet das coisas e a inteligência artificial, as responsáveis por fazer o Brasil recuperar o atraso em relação a outros países na indústria 4.0.

É o que aponta a primeira edição do estudo IT² - Indicador de Transformação da TI, encomendado pela Dell EMC e Intel para a IDC. Ele mostrou que, em uma escala de 0 a 100, as companhias instaladas no Brasil atingiram uma média de 43,7 pontos. Na divisão setorial, o comércio registrou o índice mais baixo (40,1), enquanto o segmento financeiro obteve o mais alto (45,2). Manufatura registrou 44,0 e serviços, 43,8.

O indicador baixo apontado pelo estudo IT² evidencia que o ambiente tecnológico ainda precisa estar preparado para suportar as demandas da digitalização. O grande obstáculo segue sendo o sistema legado. Por mais que esteja diminuindo a diferença entre o porcentual dos gastos para a manutenção de legado e o dos investimentos para inovação, 45% das empresas pesquisadas afirmaram que alocam mais de 60% do orçamento para manter o que já têm.

Salto tecnológico

Os dados da pesquisa da IDC Brasil são corroborados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pesquisa feita pela entidade aponta que apenas 1,6% das empresas brasileiras afirmam já operar no formato Indústria 4.0 – também conhecido como Internet Industrial –, que conecta robôs e automatiza processos em fábricas. Dos 24 setores industriais, mais da metade (14) está bastante atrasada em relação à adoção de tecnologias para otimizar processos produtivos. Esses 14 setores representam, segundo o IBGE, cerca de 40% da produção industrial do País.

Os números do levantamento também indicam que a digitalização do processo produtivo industrial deve avançar e atingir 21,8% das empresas brasileiras até 2027. Esse porcentual esperado pelo Brasil para a próxima década já é realidade em países como Alemanha, Coreia do Sul, EUA e Israel. Especialistas apontam que a indústria nacional ainda se encontra em grande parte na transição do que seria a Indústria 2.0 (utilização de linhas de montagem e energia elétrica) para a Indústria 3.0 (que aplica automação por meio da eletrônica, robótica e programação).

A pesquisa da CNI reafirma que o aumento da produtividade nacional virá com a adoção maior de recursos como internet das coisas, coleta e processamento de dados em larga escala (big data), impressão 3D, robótica avançada e inteligência artificial. O relatório é taxativo: somente o suporte da tecnologia permitirá ao Brasil recuperar a sua produtividade, que tem caído nos últimos anos em relação a outros países.

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