PNAD C / IBGE

Banda larga só será protagonista com a revisão da lei de telecomunicações

06/03/2018

“A revisão da legislação de telecomunicações do País é crucial para que a banda larga seja protagonista, conforme mostrou o estudo do IBGE”, afirmou o diretor de Banda Larga do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Artur Coimbra. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), do IBGE, apontou que 116 milhões de pessoas, o que equivale a 64,7% da população brasileira, já se conectaram à internet, e quase 95% dos acessos foram feitos pelo celular. Isso representou um aumento em relação a 2015, quando 57,5% dos brasileiros tinham acesso à rede.

A PNAD C também identificou uma tendência de queda no uso do telefone fixo. Levantamento feito em 2003 apontava que 23% dos lares do País não tinham outra opção de telecomunicação que não fosse o telefone fixo. Em 2016, esse número caiu para 2%. Para o diretor de Banda Larga do MCTIC, Artur Coimbra, esse dado comprova a necessidade de reformulação da legislação do setor.

“Isso mostra que a universalização do serviço fixo, prevista pela Lei Geral de Telecomunicações, está ultrapassada. Por isso, a gente vem trabalhando junto com o Congresso para que o PLC 79 seja aprovado e nos permita, por exemplo, trocar orelhões não utilizados por investimentos em banda larga”, afirmou. O tema banda larga e PNAD C/IBGE foi discutido em seminário promovido pelo MCTIC, em Brasília.

No universo da TV digital, a PNAD C mostrou que, em 2016, 71,5% dos domicílios estavam preparados para receber o sinal digital, enquanto 10% ainda não tinham alternativas caso o sinal analógico fosse desligado. Para o coordenador-geral de TV Digital do MCTIC, William Ivo Zambelli, a evolução dos dados atesta que a política de distribuição de conversores digitais tem alcançado resultados positivos.

“Em 2013, 28,5% dos domicílios não tinham opção ao desligamento da TV analógica. O quadro mudou mais rápido a partir de 2016, quando foi iniciada a distribuição dos conversores para as pessoas de baixa renda. No ano passado, foram distribuídos sete milhões de conversores, muitos no Nordeste, e pretendemos, até o final do ano, ter 13 milhões de kits entregues”, completou.

Veja a pesquisa completa em http://bit.ly/PNADC3TIC2016

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