PNAD C / IBGE

Três em cada quatro brasileiros possuem um telefone móvel para uso pessoal

06/03/2018

A pesquisa PNAD Contínua (PNAD C), do IBGE, divulgada em fevereiro, mostra que 138,3 milhões de brasileiros, ou 77,1% da população com 10 anos ou mais de idade, tinham celular próprio no fim de 2016. Segundo o estudo, a partir de 10 anos de idade, três em cada quatro brasileiros possuíam telefone móvel para uso pessoal.

“Da população de 10 anos ou mais, 77,1% tinham celular para uso pessoal. O indicador variou de 65,1% (Norte) a 84,6% (Centro-Oeste). A proporção de homens que tinham celular para uso pessoal (75,9%) era menor que a das mulheres (78,2%). Entre os usuários de celular, 78,9% acessavam a internet por meio do aparelho”, atesta o IBGE.

Ainda de acordo com a PNAD C – que pela primeira vez divulgou dados sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) –, no fim de 2016 havia celular em 92,6% dos domicílios, enquanto o telefone fixo estava em 33,6% e em 5,4% não havia nenhum deles, sendo o percentual maior no Norte (10,7%) e Nordeste (10%). Somente 2% dos domicílios tinham apenas telefone fixo, enquanto 60,9% tinham apenas celular.

O IBGE constatou que o uso do telefone móvel cresce conforme o grau de instrução do brasileiro. Apenas 43,6% das pessoas sem qualquer instrução possuíam celular no fim de 2016. Entre aquelas com ensino fundamental incompleto, o percentual era de 62%. A proporção vai subindo até atingir 97,5% no grupo com ensino superior completo. Entre estudantes, 68% possuíam celular. Entre aqueles da rede pública, a penetração era de 59,4%. Na rede privada, 90,3% dos alunos tinham celular.

O resultado apurado na PNAD C comprova a necessidade de adoção de políticas públicas que deem prioridade para a banda larga e ampliem as condições de acesso da população à internet, especialmente a mais carente. Mostra também a necessidade de se modernizar a legislação, permitindo que os investimentos sejam feitos em serviços mais demandados pela população, como a banda larga, e não em telefonia fixa, que já está em desuso. Revela ainda a urgência em acelerar a adoção da Lei das Antenas. A qualidade do serviço prestado ao consumidor pelas prestadoras de telecomunicações depende de uma infraestrutura robusta e capaz de atender à demanda.

A Lei das Antenas (13.116/15) – que está perto de completar três anos, uma vez que foi sancionada em abril de 2015 – está longe de ser adotada na maior parte dos municípios. Boa parte deles conta com regras distintas e limitações que extrapolam a legislação federal, o que tem dificultado o processo de expansão da infraestrutura e, portanto, a ampliação da cobertura dos serviços.

Como registrou a Newsletter Telebrasil 10 (http://www.telebrasil.org.br/newsletter/010_06lei.html), em São Paulo, por exemplo, é necessário fazer sair do papel uma legislação favorável ao mercado e aos consumidores. Nas capitais que já se adequaram à legislação, como é o caso de Goiânia, que conta com cerca de 1,5 milhão de habitantes, o índice de celulares em operação é um dos mais altos no País. São 137 celulares para cada grupo de 100 habitantes, enquanto a média brasileira é de 117. Veja em http://www.telebrasil.org.br/newsletter/008_05goi.html

Veja a pesquisa completa em http://bit.ly/PNADC3TIC2016

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