Revolução da tecnologia passa por uma malha robusta de telecomunicações

06/02/2018

Só será possível atender ao desejo do consumidor – que cada vez mais busca por serviços de vídeo/streaming – se as prestadoras de telecomunicações tiverem asseguradas as garantias para oferecer uma infraestrutura de rede com qualidade e robustez. Pesquisa do Ibope Conecta, com dados de 2017, corrobora que 97% dos entrevistados têm o hábito de usar algum serviço de streaming de vídeo nas redes fixa ou móvel.

Ainda no ano passado, o percentual de pessoas que escutavam músicas por serviços licenciados de streaming estava em 45% globalmente, acima dos 37% registrados em 2016, sendo que 90% dos que optaram pela modalidade pagavam o serviço. Os dados integram um relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

Outra tendência apontada pela pesquisa da IFPI é o crescente uso do celular para escutar músicas: 90% dos que pagam por serviço de streaming de áudio usam smartphone, um comportamento observado em todas as faixas etárias de 16 a 54 anos. Ambos os estudos apontam para uma tendência irreversível: as pessoas estão preferindo consumir conteúdo de forma não linear, pela internet e usando diversas plataformas.

O Cisco Visual Networking Index, também publicado no ano passado, evidencia o impacto que tais tendências terão na rede. Até 2021, o tráfego global anual de IP vai exceder 3 zettabytes e, no Brasil, terá crescido duas vezes desde 2016, totalizando 5,5 exabytes por mês.

A previsão é que os vídeos dominem o crescimento do tráfego IP, representando, globalmente, 80% de todo o tráfego de Internet em 2021, em relação ao patamar de 67% em 2016. Também em nível mundial, haverá quase 1,9 bilhão de usuários de vídeo (excluindo os somente móveis) até 2021, superando o volume de 1,4 bilhão em 2016. O mundo atingirá 3 trilhões de minutos de vídeo na internet por mês até 2021 ou 5 milhões de anos de vídeo por mês ou ainda aproximadamente um milhão de minutos a cada segundo.

Para suportar tamanho crescimento, as redes requerem investimentos maciços por parte das prestadoras de serviços, que, em contrapartida, necessitam encontrar condições regulatórias e tributárias amigáveis à atração de investimentos capazes não só de garantir uma experiência com alta confiabilidade, segurança e qualidade, como também para preparar a chegada da quinta geração (5G) de telecomunicações, que impõe a fibra ótica como mandatória no backhaul – o coração da rede e base para a oferta de serviços de Inteligência Artificial, de aplicativos inteligentes e da realidade virtual e aumentada, entre outros avanços recentes da tecnologia.

No Brasil, o setor está fazendo a sua parte. Em 2017, até novembro, as prestadoras investiram R$ 16,9 bilhões, mesmo sendo um ano marcado pela instabilidade política e regulatória, uma vez que a revisão do marco de telecomunicações segue em debate no Congresso Nacional.

Veja a íntegra do estudo da IFPI em http://www.ifpi.org/downloads/Music-Consumer-Insight-Report-2017.pdf

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