Acordos coletivos de trabalho vão tirar as dúvidas ainda pendentes sobre a lei trabalhista

07/12/2017

Os acordos coletivos de trabalho vão definir os pontos que não ficaram suficientemente esclarecidos na reforma trabalhista, aposta o presidente da Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), Edgar Serrano. Em entrevista à Newsletter da Telebrasil, o executivo sustentou que a legislação estabelece uma nova etapa na relação entre patrões e empregados.

“Teremos um equilíbrio no relacionamento. Os trabalhadores também querem avanços. Os jovens de TI não estão preocupados em ter uma carteira de trabalho na mão. Eles querem oportunidades. Não precisamos de regras do século 19. As diretrizes agora são outras”, pontuou.

Serrano exemplificou sua posição ao lembrar que um desenvolvedor de software que trabalhar em casa e for rápido no cumprimento das suas tarefas pode e deve expandir sua atuação para outras empresas. “Trabalhar em mais de uma empresa é uma característica do século 21. Não dá mais para exigir hora de trabalho e folha de ponto para tarefas que são criativas.”

Sob o aspecto prático, a Fenainfo, que representa mais de 121 mil empresas de pequeno, médio e grande porte em TI, desenvolve workshops com os sindicatos patronais para reforçar o debate sobre como implementar a nova legislação de forma a garantir estabilidade jurídica.

Um dos pontos mais debatidos, contou Serrano, é a expansão do home office. "O teletrabalho vai crescer muito em TI, agora que há regras e a legislação ampara. Mas ainda há dúvidas que precisam ser dirimidas para evitar ações trabalhistas”, sinalizou Edgar Serrano.

O presidente da Fenainfo exalta a reforma trabalhista, mas advertiu: o Brasil segue com uma legislação que está muito atrás das de países desenvolvidos. Descarta ainda que as novas regras vão incentivar a precarização do trabalho, em especial na TI. “Os trabalhadores não perderam nenhum direito”, finalizou.

Veja mais matérias da Newsletter da Telebrasil

Reforma trabalhista: impactos positivos já se refletem no Brasil

Para o relator do projeto na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho (PSDB-RN), a definição sobre o teletrabalho produz impacto imediato nos negócios relacionados a telecomunicações. Leia mais

Nova lei vai ampliar as vagas formais em telecomunicações


Segundo o diretor Jurídico da Telebrasil, José Américo, o setor agora tem segurança jurídica para fazer novas contratações formais a partir da regularização do uso da terceirização. “Não há precarização do trabalho. Ao contrário. A terceirização em serviços abre oportunidades.” Leia mais


Copyright © 2017 Telebrasil - Associação Brasileira de Telecomunicações ... Todos os direitos reservados

Produção e edição:Editora Convergência Digital