Lei trabalhista só dará certo se trabalhadores e patrões interagirem, diz presidente da Feninfra

07/12/2017

A modernização da lei trabalhista desembarca no Brasil em um momento em que o País precisa fazer a sua revolução digital, sustentou a presidente Federação Nacional de Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e Informática (Feninfra), Vivien Suruagy. Segundo ela, o momento é de todas as empresas se informarem adequadamente sobre quais são as mudanças efetivas com a nova legislação.

“Estou falando de 120 mil empresas e quase dois milhões de trabalhadores na cadeia de telecomunicações, unindo as prestadoras e seus fornecedores. A modernização nos permitirá avançar com a oferta de serviços mais ágeis e qualificados, como exige o consumidor. Há 20 anos, o setor era lento e antiquado. Hoje, todo mundo exige conectividade em qualquer lugar. Isso requer investimentos, e a estabilidade jurídica com as regras trabalhistas ajuda a atrair esses recursos”, sinalizou a presidente da Feninfra em entrevista à Newsletter da Telebrasil.

Vivien Suruagy observa que a CLT, criada em 1943, estava ultrapassada e incentivava o litígio, tanto que há quase 10 mil processos nas mãos de cada ministro do Tribunal Superior do Trabalho. “A nova legislação chega para terminar com o paternalismo do governo, e todos nós sabemos que o excesso de proteção gera ineficiência”, atestou a presidente da Feninfra.

Vivien foi taxativa ao afirmar que a nova lei trabalhista só dará certo se patrões e empregados interagirem. “Os sindicatos dos trabalhadores, os que realmente funcionam – e em telecomunicações eles funcionam –, não vão perder espaço.” Exatamente por isso, segundo Vivien Suruagy, a nova lei trabalhista será incentivadora de uma relação melhor entre patrões e empregados para viabilizar novas possibilidades de trabalho, entre elas, o teletrabalho. Assistam à entrevista.

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