TeleComunicações 2015

Associe sua empresa

Convênios Firmados

Receba a newsletter

TV Digital

Estante é um espaço destinado a armazenar matérias de maior perenidade. Substituiu a antiga seção denominada Telebits de  conteúdo mais volátil. As matérias mais antigas publicadas em Estante podem ser recuperadas consultando a listagem “Leia Também - On line”.
Artigos

TELEBRASIL apóia iniciativa social de suas associadas
21/08 14:35 :: João Carlos Fonseca

A TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações apóia pela quarta vez a edição do “Balanço Social” do setor, uma publicação que consolida e divulga, a cada ano, as iniciativas das empresas de telecomunicações junto à sociedade. Segundo a produtora responsável pelo projeto, Ananã, o setor se destaca pela sua concreta e permanente atuação no campo sociocultural. 

Para o “Balanço Social das Telecomunicações – 2006", a produtora Ananã já deslanchou a pesquisa on-line, via Internet, a fim de captar dados e informações junto ao empresariado.

– Trata-se de uma grande convocatória para as empresas do setor apresentarem seus projetos – explica o empresário Júlio Uchôa, da Ananã, acrescentando que o lançamento e a distribuição da obra para autoridades, associadas, interessados e sociedade em geral, estão previstos para o final do ano.

Patrocinam a edição do Balanço Social – 2006: Amazônia Celular, Embratel, Telemar, Telemig Celular, Tim Brasil e Vivo. O Ministério das Comunicações e a Anatel destacam-se pelo apoio institucional. Juntamente com a TELEBRASIL, um leque de entidades coirmãs também apóia o projeto, como Abrafix (concessionárias de serviço telefônico fixo), Acel (operadoras de celular); e Telecom ABT, bem como a ACRJ (Associação Comercial do Rio de Janeiro). O Balanço Social – 2006 ainda conta com o suporte dos Institutos da Amazônia Celular, Telemar, Telemig Celular e Vivo; da operadora Claro; e da fornecedora de soluções Alcatel.

Os nomes "Balanço Social" e TELEBRASIL se entrelaçam desde de 2002. O Balanço responde à pergunta “por que o setor de telecomunicações não divulga, de maneira consolidada, suas realizações no campo sociocultural?”. O 1o Painel Telebrasil Jovem, acontecido em maio de 2002, no Hotel Pirâmide, em Natal (RN), lançou a idéia do Balanço Social. Em 2003, surgiu a primeira edição do Balanço, geminada com a "Telelista do Terceiro Setor".

Em sucessivas edições, a tiragem do Balanço cresceu de dois mil exemplares, em 2003, para quatro mil, em 2005.

– O novo Balanço 2006, fruto de aproximação com o Ibase (análises sociais e econômicas) e com o Instituto Ethos, terá a padronização de seus dados elevada a um patamar mais amplo – afirmaram Letícia Fragoso e Beth Lessa, da Ananã.

Com quatro mil exemplares, a distribuição do Balanço para 2006 terá como público-alvo empresas e associações do setor, secretarias estaduais de cultura, Ministério da Cultura e Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, deputados e senadores, bibliotecas universitárias e organizações do Terceiro Setor (ONGs). Para o público em geral, os resultados de todas as edições já publicadas serão disponibilizados na Internet.

De acordo com a Ananã, editorialmente, os projetos sociais das empresas e de seus institutos se repartem entre saúde, educação, comunidade, meio ambiente, esporte e inclusão digital. A professora Rita Afonso, da Universidade Cândido Mendes, analisa que o setor apresenta continuidade e foco nas suas ações referentes ao investimento social. No front externo, sobressai a atuação das empresas em educação e no desenvolvimento comunitário. Na arena interna, alimentação e saúde para empregados e seus familiares.

As empresas do setor de telecomunicações se preocupam com a responsabilidade social – mais da metade publica seus próprios balanços – e recebem o reconhecimento do público (ainda que decrescentemente) através de prêmios. A dados de 2005, as empresas do setor investiram R$ 171 milhões em programas sociais.

O apoio à cultura, que envolve cinema, música, espaços culturais, teatro e dança, ocupa uma posição especial. Quem, no Rio de Janeiro, não conhece o Festival da TIM, o Teatro da Vivo, o Claro Hall ou a Embratel com o Canecão? Ou em São Paulo, as exposições de artes plásticas promovidas pelo Grupo Telefônica? Ou ainda em Porto Alegre o apoio da Brasil Telecom à sinfônica da capital?

Muito mais informações estão disponíveis nos Balanços Sociais cobrindo todos os rincões do País. Mesmo descontando alguma parcela de marketing institucional nessa performance, as empresas do setor de telecomunicações, como acontece no mundo, fazem jus à sua inerente vocação rumo à responsabilidade social.


A sigla IMS chega ao Brasil com discurso promissor – I
05/07 13:19 :: João Carlos Fonseca

As TICs – tecnologia da informação e comunicação – são um mundo em permanente evolução. Na base, tem a sustentação da P&D em "optoeletroeletrônica", que se transforma em produtos. No topo, esses produtos geram novos negócios. No processo, há toda uma cadeia de valores e de competição que se estabelece. Fornecedores pressionam o mercado com soluções. A finalidade última é a conquista e a satisfação do usuário. Neste contexto, a sigla IMS, hoje, é impulsionada por consultores e fornecedores junto às operadoras. Estas, terão que decidir quando e como e em que extensão irão adotá-la

IMS significa IP Multimídia Sub-system. Para os não-iniciados, IP define um protocolo de interligação entre redes ou Internet. Multimídia significa que voz, dados, imagens e sons postos sob formato digital, formando conjuntos de dígitos binários ou bits. O bit é um ser abstrato que pode ocupar um dentre dois estados possíveis e que tem seu equivalente elétrico. As redes digitais carream bits. Nas redes digitais de pacotes, tais bits são agrupados. Nas redes digitais de pacotes IP, regras permitem que um pacote, navegando nelas, leve a informação desejada da origem ao destino, tal como uma carta posta no correio.

O grande quadro

No jargão do meio, pontos interconectados formam uma rede. Esta é uma palavra ônibus. De um para muitos, a comunicação denomina-se ponto-multiponto (como na difusão de tevê); de um para outro é ponto-a-ponto (como numa ligação telefônica); e de todos entre si (como na Internet), ela é multiponto. Numa rede distingue-se núcleo e acesso. O núcleo trabalha com o tráfego concentrado, que percorre seus backbones e que é distribuído para os acessos. O acesso ou periferia é a região da rede que provê ao contato direto com o usuário final.

O poder de mercado nas TICs está com quem detém o cliente. Tal poder passa pelo acesso ao cliente, mas também pelo serviço e pelo conteúdo que este consome. A característica do acesso ao usuário é ser capilar, amplamente distribuído e é sinônimo de investimentos. A principal característica do conteúdo é ser produzido por terceiros, exteriores à rede. O conteúdo mais difundido no mundo das TICs é o da voz. Com a chegada da multimídia, a comunicação de voz tende a ser, porém, mais um componente do tráfego total veiculado pela rede.

Durante anos, o mundo das telecomunicações foi dominado pelas operadoras fixas, assim chamadas porque utiliza meios sólidos, como fios de cobre ou fibras de silício, para estabelecer a comunicação. Uma primeira grande mudança nesse cenário foi a emergência da técnica celular para o rádio. O acesso ao usuário passou a ser feito também pelo ar, acrescendo mobilidade à comunicação. Operadoras fixas e móveis passaram a disputar o mercado do acesso, vale dizer, do caminho para chegar ao cliente.

Outra grande revolução foi a implantação da tecnologia digital nas redes. A digitalização mudou a cadeia de valores das telecomunicações. Trouxe a sigla TIC para traduzir o fenômeno da convergência entre as telecomunicações e a informática. Depois de anos de luta por padrões, no mundo desenvolvido, a digitalização acabou centrada na tecnologia IP, gerada, lançada e amadurecida pela Internet. Computadores passaram a se interconectar, via IP, vale dizer Internet, utilizando as redes existentes. Mais uma evolução em curso é a banda larga, que é um upgrade da transmissão para passar mais bits, viabilizando as aplicações multimídia.

A digitalização mudou o paradigma das redes, antes de tecnologia analógica e de comutação por circuitos. A digitalização introduziu o conceito de camadas para as funções da rede, do transporte da informação à sua aplicação final. Houve um grande esforço de padronização rumo a interfaces abertas – qualquer um pode implementar um subsistema e continuar conectado – contra sistemas denominados "proprietários".

Um grande efeito da digitalização nas redes foi sua implementação via hardware – em realidade processadores – com base em instruções de software. Com a digitalização e com o mundo IP, surgiram as redes de nova geração NGN – New Generation Networks –, dotadas de softswitches, permitindo imprimir maior grau de "inteligência" e flexibilidade às redes. Um outro efeito da digitalização foi afirmar a separação entre o controle da comunicação e os canais para a transmissão da informação.

A digitalização IP das redes teve como um de seus efeitos estimular a convergência entre antigos e novos atores na disputa do usuário. A convergência – entre os mundos da telecom e da informática – trazida pela Internet pressionou para mudança do tradicional modelo de negócios das operadoras. No modelo tradicional, as operadoras podiam oferecer o serviço do transporte à disponibilização da informação para o usuário. Para cada novo serviço, uma operadora montava uma estrutura vertical em "silo" – como para armazenar grãos –, com transmissão, acesso, aplicação e controle distintos.

O uso intensivo da Internet teve impacto sobre o modelo de negócios das operadoras tradicionais. Conteúdos e novos serviços passaram a ser efetuados através da conexão Internet. Neste contexto, as operadoras tradicionais passaram a ter o papel de transportadoras de pacotes carreando bits de informação, sem participar do filão de novos negócios interativos via Internet.

A comunicação de voz, o esteio da receita das operadoras tradicionais, passou a ser oferecida, via Internet como VoIP (voice over IP), por preços inferiores ao da telefonia clássica, ainda que sem as garantias de qualidade do serviço. Como bem lembra Roberto do Coutto, executivo do CPqD, no uso da VoIP, o usuário – independentemente do uso – precisa pagar as assinaturas mensais de banda larga, a assinatura de telefone, se este tiver sido o meio de acesso utilizado e o provedor de acesso. Empresas denominadas virtuais passaram a operar sem ter a propriedade de nenhum suporte físico e apenas alugando o serviço de transporte das operadoras tradicionais. A navegação, a pesquisa de informação, os computadores na Internet escaparam ao tradicional modelo de fornecedores e operadores tradicionais de telecomunicações.

O IMS

A oferta do IMS-IP Multimídia Sub-System veio, segundo os fornecedores, para permitir que as operadoras – não somente as incumbents, mas também as novas entrantes – possam ir além das receitas obtidas pelo simples transporte de pacotes de bit.

A IMS não é uma nova tecnologia e sim uma arquitetura com interfaces IP (internet protocol) para entrega de voz e multimídia em acesso com e sem fio, sem restrição de tipo de terminais e permitindo a integração com serviços existentes. Dentre suas características, é uma arquitetura horizontal, em camadas, que permite compartilhar funções comuns entre diversos serviços e assim diminuir os custos. Vai permitir a implementação rápida de novos serviços sem ser necessário recorrer a estruturas dedicadas. Pesquisas mostraram que a busca de novas receitas, através da oferta de serviços combinados, é o grande motivador da introdução do IMS.


TV no celular: pesquisa revela que consumidor refuga pagar mais
09/06 09:45 :: João Carlos Fonseca

Em palestra durante o 6° Congresso GSM, organizado pelo IBC, no Rio de Janeiro, Julie Ask, diretora da Jupiter Research, empresa baseada em São Francisco, Califórnia (EUA), mostra que o consumidor refuta pagar mais  para ter aplicações de vídeo e televisão no celular.

Os EUA são a terra do consumo de televisão. O consumidor pode acessar em sua residência 200 canais em seus dois receptores na sala, no televisor em seu quarto (2/3 dos lares) ou na cozinha (40% dos lares). Em seu local de trabalho, a televisão também é popular. As grandes operadoras de celular, Cingular, Verizon, Sprint – a TIM Mobile é exceção – oferecem serviços de tevê e vídeo no celular, além de MVNOs (Mobile Virtual Network Operators).

Como reage o consumidor norte-americano (e europeu) à televisão no  celular? Não entusiasticamente, segundo a pesquisa da Jupiter Research.  O consumo da imagem móvel no celular (de banda larga 3G) ainda está  incipiente. O mercado é constituído pelo early adopters ou parcela  inicial de adesão na tradicional curva em "S" do consumo. O vídeo móvel  é acessado no celular, em PDAs e laptops. Quanto maior a tela, maior o  interesse pelo vídeo móvel. O norte-americano troca seu celular a cada  dois anos e o laptop, a cada três. Há várias tecnologias para vídeo  com vantagens relativas. A dúvida é sobre o binômio mais espectro para  maior qualidade.

O preço adicional para ter vídeo no celular – visto como um serviço  adicional de valor agregado – aparece como a grande barreira a seu  consumo. Os early adopters aceitam até US$ 10 adicionais para ter  vídeo no celular. Provavelmente, apenas 15% e mais realisticamente  apenas 6% dos usuários celulares que já pagam US$ 15 têm interesse na  televisão e vídeo, ao custo adicional de US$ 10 mensais. Pesquisa  revelou que 80% não querem pagar para assistir vídeo no celular. A  prioridade no celular ainda é voz. Há aceitação de US$ 5 a US$ 10 para  conteúdos premium da preferência do usuário.

Estima-se que o usuário celular de tevê móvel veja entre 15 a 20 minutos  diários. O mercado adulto privilegia informações locais como notícias,  clima e situação do tráfego. O jovem quer música, comédias e  entretenimento. Apenas 5% do conteúdo de vídeo para celular são material  original. A maioria são programas já existentes, reformulados para  caberem na telinha do celular (legenda maiores para ficarem visíveis).

O sling box, a um custa de US$ 150 a US$ 200, aceita na entrada um  sinal de vídeo (obtido de um DVD ou de uma tevê a cabo ou por satélite)  e reproduz na saída o mesmo sinal via Internet. O cliente celular  pagando apenas uma ligação Internet pode ver seus programas preferidos.  Operadoras poderão dentre de dois a três anos monitorar o conteúdo de  cada chamada feita e contratualmente desligar o assinante que julgarem  com tráfego indevido.

Julie Ask, originária de Ohio (EUA), é engenheira de telecomunicações  formada pelo MIT (1990), com passagem pela Comsat e hoje vive e trabalha  em São Francisco, Califórnia.


6th Congress GSM Brazil prepara terreno para 3G
09/06 09:43 :: João Carlos Fonseca

Organizado pelo IBC, transcorreu de 6 a 7 de junho, no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro (RJ), o 6th Congress GSM Brazil,  reunindo cerca de 200 executivos da comunidade GSM do Brasil e América  Latina que enfocaram a expansão dos serviços e os desafios dos mercados  de baixo renda.

Estatisticamente, são 2,3 bilhões de clientes celulares no mundo, dos  quais 11,28% estão na América Latina. A tecnologia GSM detém 78,7% do  total mundial, com 1,8 bilhão de clientes (próximo passo UMTS com 58  milhões (2,5%)). Na América Latina, o market share das tecnologias se  reparte entre GSM (58%), CDMA (23%) e TDMA (18%), com acréscimos  (2005/2006) respectivos de 95% e 29% e decréscimo de 26%.

O Brasil lidera o mercado celular da América Latina com 91 milhões de  clientes, seguido pelo México (49 milhões), Colômbia (25 milhões) e  Argentina (23 milhões). Com exceção da Venezuela, onde reina o CDMA, o  GSM tem precedência nos quatro maiores usuários de celulares na América  Latina. O market share das operadoras celulares na América Latina se  reparte entre America Móvil (36%; opera em 13 países), Telefonica  Móviles (28%; opera em 13 países; e lidera em seis, inclusive Brasil) e  Telecom Itália (12%; opera em cinco países).

Em termos de espectro, o GSM tem na América Latina 57 milhões em 19  países em 1,9 GHz; 51 milhões em três países em 1,8 GHz, e 31 milhões em  850 MHz em 17 países; e 3,5 milhões em 900 MHz em dois países. No road  map, o EDGE (128 kbit/s) já está em 17 países com 27 operadoras e o  UMTS/HDSPA (3,6 Mbit/s) começou testes com fornecimento Huawei no  Uruguai (Ancell) e Brasil (CTBC), na banda 1,9/2,1 GHz. No País, são  operadoras celulares: Vivo, TIM, Claro, Oi, Brasil Telecom, Telemig  Holding, Nextel e CTBC.

Segundo estudos do IDC, efetuados por Brendam Conroy, a TIM Brasil prevê  para 2006 investimentos para melhoria da rede, convênio de roaming com  247 operadoras internacionais e facilidades para os usuários em 68  países para fotos, vídeos e Internet. A Vivo lança o GPS One, um serviço  de localização para o usuário celular, envolvendo satélite GPRS e  triangulação com as ERBs. A Brasil Telecom vai oferecer novos serviços  de IPTV e de VoIP, além de mais jogos eletrônicos e uma política de  distribuição automática de serviços de mídia digital.

Além da voz, a indústria do celular procura aumentar a receita por  usuário com serviços de mensagem, multimídia, gráficos, tons de chamada,  jogos e, obviamente, televisão e vídeo móvel. Estes últimos devem ainda  vencer barreiras relativas a espectro, percepção do usuário, limitações  de tela e de bateria dos handsets, padronização e direitos autorais do  conteúdo, além de um modelo de negócios por definir.

Sobre IPTV (televisão via Internet), assim se expressou Erasmo Rojas,  diretor do 3G Americas:

– A longo prazo, tudo será IP (Internet Protocol); voz, serviços e  dados. O conflito mais importante será na parte regulatória. Em países  como Brasil e Colômbia, a difusão de televisão e de telecomunicações  seguiu marcos regulatórios distintos, o que já não sucedeu nos Estados  Unidos, onde ficou sob a égide única do FCC.

Relativo ao uso do Wi-Fi, Wi-Max e Wi-Mesh, Alan Hadden, presidente da  Global Mobile Suppliers Association (GSA), acredita que são eficientes para acessar a rede, mas  que são soluções complementares ao celular. Para dar cobertura a uma  grande metrópole como Londres ou São Paulo, seriam necessárias cerca de  10 mil estações com as novas tecnologias, trazendo problemas de espectro  e que levam tempo para serem solucionados.

Patrocinaram o evento do IBC: a Sig Value Tecnomen israelense, Datamat,  IMI Mobile, Nokia, Motorola, VeriSign e CommProve italiana. Proferiram  palestras as operadoras Brasil Telecom GSM, Telemar/Oi, Claro, TIM  Brasil e CTBC Telecom, enfocando a expansão GSM no Brasil, a sinergia  fixo-móvel e a evolução do road map EDGE/UMTS/HSDPA. A Agência  reguladora, convidada, não compareceu.


Ericsson traz consultor com novos modelos de negócios para o sem-fio
25/05 11:08 :: Luís Alberto Prado

Cidadão do mundo, John W. Strand é CEO (/chief executive officer/) da Strand Consult, com sede em Copenhague (Dinamarca). Ele proferiu palestra na sede da Ericsson, no Rio de Janeiro, enfocando tendências do mercado celular e a emergência de novos modelos de negócios. A Ericsson é uma associada TELEBRASIL

Dentre outras afirmações e referindo-se ao Brasil, falta, no entender do palestrante, uma política industrial para as telecomunicações “para estimular a economia, promover o bem estar social e gerar mais empregos”. O consultor também criticou a política de oferta do aparelho celular para usuários que não têm renda para gerar o tráfego. Isto aqui no Brasil.

As operadoras celulares, hoje, se defrontam com um cenário de investimentos a amortecer, grandes ativos a serem utilizados e alta competição. Como estratégia, recomendou o palestrante nunca subsidiar terminais, focar a empresa em serviços geradores de receita – voz e mensagens curtas que geram entre 90 a 95% da receita – e oferecer ao mercado pacotes de serviços a preços fixos e baratos.

Na Europa, é possível por 39 euros (R$ 107) mensais ter comunicação a 25 Mbit/s, acesso a 52 canais de televisão, mensagens curtas e número ilimitado de chamadas de voz no sistema fixo. Na Suécia, pelo equivalente a R$ 30 mensais, é possível gozar de uma quantidade ilimitada de chamadas. Já o /Skype/ no celular não é o milagre que aparenta ser. Um minuto de voz sobre IP equivale a 1 MB de dados e pode chegar a 11 euros por minuto.

Em relação aos terminais sofisticados, John Strand lançou a seguinte interrogação: o negócio da operadora é vender terminais ou vender tráfego? Fazendo um paralelo, o palestrante lembrou que fertilizantes devem ser utilizados nos campo de produção intensiva, que geram dinheiro, e não para agrado do jardim caseiro do fazendeiro.

O palestrante defendeu o sucesso das MVNOs (/mobile virtual network operator/). Estes são operadores celulares que não possuem espectro licenciado e infra-estrutura. As MVNOs alugam capacidade sem-fio de provedores de serviço existentes e estabelecem sua própria marca. Uma das primeiras MVNO, foi a Virgin MobileUSA, que se valeu da Sprint como suporte.

As MVNOs geram receita desde o início de sua operação e são criadores de valor. Um /case/ típico é a Telmore, da Dinamarca que. Em menos de quatro anos, alcançou 500 mil usuários (11% do mercado), desbancando a competidora Orange. Já na Suécia, onde se desenvolve a batalha da terceira geração 3G, uma operadora baixou os preços e aumentou o tráfego.



18/05 12:44 :: Falece, no Rio de Janeiro, Salomão Wajnberg ...
24/04 15:23 :: Brasil rural, Brasil urbano: população Quo vadis?...
27/03 15:00 :: A propósito de cristais líquidos...
26/01 12:42 :: Cronolegis: tabela cronológica da legilsação refer...
09/01 14:19 :: “Mídias Digitais”: a visão da academia sobre o adm...
05/01 15:19 :: Anatel divulga prorrogação dos Contratos de Conces...
25/11 13:58 :: Anatel aprova pedidos de prorrogação dos contratos...
25/11 08:17 :: IBGE revela o retrato do Brasil...
14/11 13:12 :: Brasil precisa de nova convenção para mudança de m...
11/11 15:15 :: Brasil cresce menos que a média mundial, alertam e...
11/11 15:12 :: Especialistas recomendam mudar o paradigma para o ...
29/07 13:56 :: Janeiro de 2006: novas perspectivas para as conces...
11/07 12:00 :: Fornecedores incentivam 3G para América Latina e C...
11/07 11:56 :: Aptel discute tecnologia Power Line para telecomun...
16/05 14:23 :: IBGE revela o retrato do Brasil ...
08/04 14:56 :: Teleco avalia o setor...
31/03 12:09 :: Brasileiro volta da China e dá dicas para bem nego...
17/03 15:39 :: Para o leigo: o que é a Voz sobre IP?...
07/03 12:02 :: Economia no Governo Lula explicada pelo secretário...
07/03 11:56 :: Lisboa detalha planejamento econômico para o País...






TELEBRASIL apóia iniciativa social de suas associadas

A sigla IMS chega ao Brasil com discurso promissor – I

TV no celular: pesquisa revela que consumidor refuga pagar mais

6th Congress GSM Brazil prepara terreno para 3G

Ericsson traz consultor com novos modelos de negócios para o sem-fio




Os futuros condutores dos destinos da Telebrasil - (matéria em 05.07.05)

Atlântica Hotéis International e Telebrasil em parceria - (matéria em 08.07.05)








Copyright © 2003-2010 - TELEBRASIL - Associação Brasileira de Telecomunicações
Av.Pasteur, 383, Urca, Rio de Janeiro-RJ, cep: 22290-240
Tels.: (21)2244-9494
Fax: (21)2542-4092

Criação e manutenção - InfoMarket