Júlio Semeghini (PSDB-SP) confirmado na abertura do FORTE 2008, da FEBRATEL, em São Paulo 25/07/2008 :: João Carlos Fonseca
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP) aceitou o convite da Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – para participar da mesa de abertura do FORTE 2008. O Fórum de Relações Trabalhistas é o evento anual que a Federação promove. Agora, em sua 4ª edição, o tema é "Liderança empresarial do Brasil e os BRICS". O encontro acontece no dia 18 de agosto, no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Na qualidade de Fórum, o evento promete um debate ativo sobre a contemporaneidade. Para se inscrever, gratuitamente, é só enviar um e-mail (forte2008@febratel.org.br) ou ligar para o número (21) 2541-4848.
Quem é Júlio Semeghini
O deputado federal Júlio Francisco Semeghini Neto (PSDB-SP), de 52 anos, filiado ao PSDB desde 1990, é engenheiro eletrônico com especialização em Administração (USP). Está em sua terceira legislatura parlamentar (até 2011). No segmento privado, já foi da Probit, Digirede e Toda. Presidiu a Prodesp (SP) por três anos e ainda preside a Softex (software brasileiro). Palestrante, debatedor e participante de inúmeros eventos ligados à área de Informática e de Telecomunicações, participou de vários Painéis TELEBRASIL (da Associação Brasileira de Telecomunicações).
Na Câmara dos Deputados, Júlio Semeghini integrou, dentre outras, a CCTCI – Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (2005-2008), da qual foi presidente. Participou de comissões especiais, como a da Zona Franca de Manaus, Iluminação Pública, Fatura Eletrônica e Assinatura Digital, Comércio Eletrônico, Agências Reguladoras, Tarifas de Telefonia Fixa, Acesso à Internet e Combate à Pirataria. É membro titular da Comissão Representativa do Congresso Nacional.
Júlio Semeghini esteve presente em inúmeros eventos, aqui e no exterior, como o Latin On-Line 2000 (EUA); a XII Conferência de EUREKA 2001 (Espanha); no Congresso dos EUA, em Washington (DC), sobre pirataria (2004); em Genebra (Suíça); e em Praga (República Checa) sobre Eletromagnetic Fields Hypersensitivity. Visitou a Telemar (RJ), em 2001 (Plano de Antecipação de Metas). Esteve no 3GSM Congress (Barcelona), em 2001, e em Missão Empresarial Brasileira, no Japão.
No conjunto de suas realizações, em São Paulo, implantou o Sistema Estratégico de Informações do Governo do Estado; criou o Disque Detran, o Disque Tribunal e o Disque JUCESP; integrou informações e cadastros das Polícias Civil e Militar de São Paulo com as de outros estados; criou o Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas; informatizou o sistema de matrículas; levou o ensino de informática e a Internet para as escolas da Rede Estadual de Ensino; e implementou o Poupa Tempo
O FORTE 2008
O FORTE 2008 será um evento de um dia pleno, com dois grandes painéis de debates. A parte da manhã será dedicada à formação das lideranças empresariais que o País precisa para competir na arena internacional dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e, mais recentemente, cita-se a África do Sul). Será analisada a formação universitária no Brasil sob a ótica da entrega do formando às empresas; como elas treinam e reciclam seus talentos; que tipo de lideranças empresariais são necessárias; e como podem ser formadas.
A parte da tarde se iniciará com duas apresentações no mundo das idéias. José Nivaldo Cordeiro tratará da obra do pensador espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955). Já Martim Vasques da Cunha falará sobre o pensamento de Eric Voegelin (1901-1985), cientista político e sociólogo alemão que ficou exilado nos EUA na época do nazismo. Seguir-se-ão debates sobre a importância prática da compreensão desses princípios, em perspectiva histórica, para a ação das lideranças empresariais no Brasil, dentro do novo contexto internacional dos BRICS.
Time de palestrantes e debatedores do FORTE 2008
O brilhante time de palestrantes e debatedores confirmados para o FORTE 2008, incluindo empresários, especialistas, profissionais de talentos humanos e de administração, executivos, consultores e escritores, por si só, já dá a idéia da excelência dos debates que acontecerão e que contarão com a participação da platéia:
Cicero Domingos Penha, diretor da FEBRATEL, é bacharel em Direito pela UFU (MG), com extensão pela State University (NY). Diretor Corporativo de Talentos Humanos do Grupo Algar. Gustavo Leipnitz Ene é empresário, sócio e diretor da LIDE Sul (grupo de líderes empresariais do Sul). Diretor da Federasul (comércio e serviços do RS). João Lins é sócio da PriceWaterHous&Coopers na área de RH, organização e planejamento empresarial. Mestre em Administração pela Eaesp da FGV/SP, onde leciona. José Nivaldo Cordeiro é mestre e administrador de empresas pela FGV/SP. Articulista, defende que o papel do Estado deve se cingir à manutenção da ordem pública. Magnus Ribas Apostólico é superintendente de Relações do Trabalho e coordenador da Comissão de Negociações da Fenaban – Federação Nacional dos Bancos. Marcelo Marques é engenheiro pelo Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações –, com pós-graduação pela Unicamp. É diretor do Inatel Competence Center. Martim Vasques da Cunha é jornalista e escritor. Coordena o Departamento de Humanidades do Instituto Internacional de Ciências Sociais. Odemiro Fonseca é administrador pela FGV/SP e MBA pela Wharton School. É co-fundador do Viena Rio Restaurantes. Ex-presidente do Instituto Liberal de Análise de Políticas Públicas. Sílvio Genesini é presidente da Oracle do Brasil. Trinta e dois anos na área de Tecnologia da Informação. É engenheiro de Produção pela USP. Ubiratan Iorio é doutor em Economia pela FGV. Preside o Cieep – Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Dirige ainda a Iorio Treinamento e Consultoria.
O que é a FEBRATEL
A Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – é uma entidade sindical patronal de segundo grau, integrada à estrutura sindical brasileira e constituída em 16 de agosto de 2005. A FEBRATEL tem como finalidade a defesa dos interesses das categorias econômicas das empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, cujas atividades estão definidas e regulamentadas na Lei Geral de Telecomunicações.
São sindicatos filiados à FEBRATEL: SETA – Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Sistemas de Televisão por Assinatura; SIITEP – Sindicato das Indústrias de Instalações Telefônicas no Estado do Paraná; SINDER – Sindicato Nacional das Empresas de Radiocomunicações; SINDIMEST-RJ – Sindicato das Indústrias Empresas de Instalação e Manutenção de Redes, Equipamentos e Sistemas de Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro; SINDITELEBRASIL – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal; SINSTAL – Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV Por Assinatura-Cabo; e SINDISAT – Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite.
Inscrições gratuitas para o FORTE 2008: forte2008@febratel.org.br ou pelo telefone (21) 2541-4848.
Veja aqui a programação completa do FORTE 2008 |
Casa da TELEBRASIL presta serviços às associadas 23/07/2008 :: João Carlos Fonseca
O nome TELEBRASIL – da Associação Brasileira de Telecomunicações – tem impacto simbólico porque traduz o essencial: o Brasil e suas telecomunicações. Assim tem sido ao longo de décadas. Um ponto de encontro ecumênico, forte em sua diversidade. A casa da TELEBRASIL viu nascer muitas idéias, muitas delas traduzidas nos Painéis. Presenciou diversos encontros. A vertente sindical patronal das telecomunicações nasceu lá na Av. Pasteur que continua a prestar bons serviços à comunidade das telecomunicações.
A casa da Avenida Pasteur surgiu da vontade das associadas, há mais de 30 anos, que quiseram materializar a idéia da TELEBRASIL, mantendo-lhe o valor simbólico. Os recursos vieram de um mutirão financeiro, com a participação de todos. O aval para a sua compra foi dado por uma das empresas associadas, a então Standard Elétrica. O local, ao lado do Pão de Açúcar, foi escolhido por sua praticidade. A 15 minutos do aeroporto, sem problema de trânsito e numa avenida nobre da cidade, junto a universidades.
O Salão Nobre da casa é o espaço Quandt de Oliveira, que foi ministro das Comunicações. É um local que presenciou muitas reuniões ao longo dos anos, com importantes personalidades. Nos últimos anos, por exemplo, grupos de trabalho discutiram acaloradamente as perspectivas do setor. Associadas utilizam as dependências para reuniões de treinamento e para apresentações de produtos técnicos.
Pessoas vindas de fora (da Europa, dos EUA e do Japão) estiveram na casa da TELEBRASIL em busca de privilegiadas informações. O espaço Quandt de Oliveira presenciou festas de congraçamento e até presença de parlamentares ressaltando o valor simbólico embutido em suas paredes. Os quadros que decoram aquela residência, todos, têm a ver com a arte, a ciência e o exercício das telecomunicações.
Além de um ícone, muitas das associadas usam e usaram a casa da TELEBRASIL para suas reuniões de trabalho e para suas apresentações. Tem sido o caso de associações como Abeprest, ABT, Abetel, Abrasat, Abrafix, A.H.C.I.E.T. e Acel; de operadoras fixas e móveis como Claro, Globalstar, Hispamar e Oi; de televisão por assinatura como a NET Serviços; da indústria nacional e multinacional como JDSU, NEC, RELACOM e Trópico, apenas para citar algumas. A casa da TELEBRASIL é um ponto amigável e tradicional que a comunidade das telecomunicações tem no Rio de Janeiro.
O que é a TELEBRASIL
A TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações é uma Entidade Civil de caráter privado (do tipo Associação), de âmbito nacional e sem finalidades lucrativas, cuja missão é congregar os setores oficial e privado das telecomunicações brasileiras visando a defesa de seus interesses e o seu desenvolvimento. A atuação da TELEBRASIL está direcionada a todas as pessoas geradoras e usuários dos serviços e produtos de telecomunicações. Nossa localização é na Av. Pasteur, 383, Urca, Rio de Janeiro – RJ; e nosso website: www.telebrasil.org.br
As Associadas da TELEBRASIL
São associadas da Associação Brasileira de Telecomunicações:
• ABECORTEL – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Engenharia de Telecomunicações; • ABEMD – Associação Brasileira de Marketing Direto; ABEPREST – Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática; • ABERIMEST – Associação Brasileira das Empresas e Profissionais das Telecomunicações; • ABETEL – Associação Brasileira de Estudos Tributários das Empresas de Telecomunicações; • ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica; • ABL – Associação Brasileira das Editoras de Listas Telefônicas e Guias Informativos; • ABR TELECOM – Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações; • ABRAFIX – Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado; • ABRAFORTE – Associação Brasileira para Fomento de Negócios em Redes de Telecomunicação; • ABRANET/SP – Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet-SP; • ABRASAT – Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações por Satélites; • ABT – Associação Brasileira de Telesserviços; • ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura; • SUCESU/RJ – Sociedade de Usuários de Informática e Telecomunicações do Rio de Janeiro; • TELCOMP – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas.
Ainda são Associadas:
• CETUC/PUC/RJ – Centro de Estudos em Telecomunicações; • COETEL – Conselho Estadual de Telecomunicações; • CPqD (Fundação CPqD Centro Pesquisa e desenvolvimento em Telecomunicações; • INSTITUTO DE ENGENHARIA/SP; • FITEC – Fundação para Inovações Tecnológicas; • FEBRATEL – Federação Brasileira de Telecomunicações; • SINDICEL/SP – Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefiliação e Laminação de Metais não Ferrosos do Estado de São Paulo; • SINDITELEBRASIL – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal; • SINDISAT – Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélite.
Também são Associadas:
• ACCENTURE DO BRASIL LTDA.; • ACEL – Associação Nacional das Operadoras Celulares; • ALCATEL – LUCENT BRASIL S.A.; • ANDREW DO BRASIL LTDA.; • APTEL – Associação de Empresas Proprietárias de Infra-Estrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações; • ATOS ORIGIN SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DO BRASIL LTDA.; • BRASIL TELECOM S.A; • BULL LTDA.; • CISCO DO BRASIL LTDA.; • CLARO (BCP S.A.); • CLEARTECH LTDA.; • CLUBE DE ENGENHARIA; • CONTAX (TNL Contax S.A.); • CTBC – Companhia de Telecomunicações do Brasil Central; • DARUMA TELECOMUNICAÇÕES E INFORMÁTICA S.A.; • EMBRATEL S.A. • EMC COMPUTER SYSTEMS BRASIL LTDA.; • EMERSON SISTEMAS DE ENERGIA LTDA.; • ERICSSON TELECOMUNICAÇÕES S.A.; • ESTAÇÃO ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES LTDA.; • FURUKAWA INDUSTRIAL S.A.PRODUTOS ELETRICOS; • GLOBALSTAR DO BRASIL S.A.; • GVT(GLOBAL VILLAGE TELECOM LTDA.) • HISPAMAR SATÉLITES S.A. • HUAWEI DO BRASIL TELECOMUNICAÇÕES LTDA.; • HUGHES (HNS AMÉRICAS COMUNICAÇÕES LTDA.); • IBM BRASIL INDÚSTRIA MÁQUINAS E SERVIÇOS LIIMITADA.; • INTELIG TELECOMUNICACOES LTDA.; • JDSU (ACTERNA DO BRASIL LTDA.); • LANAUTILUS (LATIN AMERICAN NAUTILUS BRASIL LTDA.); • MOTOROLA INDUSTRIAL LTDA.; • NEC DO BRASIL S.A.; • NERA AMERICA LATINA LTDA.; • NET SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO S.A.; • NETWORK EVENTOS LTDA.; • NEXTEL TELECOMUNICAÇÕES LTDA.; • NOKIA DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA.; • NOKIA SIEMENS NETWORKS TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL LTDA.; • OI (Telemar Norte Leste S.A.); • OLIVER WYMAN CONSULTORIA EM ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS LTDA.; • ORACLE DO BRASIL SISTEMAS LTDA.; • ORION CONSULTORES ASSOCIADOS EM COMUNICAÇÕES E ENERGIA LTDA.; • PORTUGAL TELECOM BRASIL S.A.; • PROVISUALE PARTICIPAÇÕES LTDA.; • PRYSMIAN TELECOMUNICAÇÕES CABOS E SISTEMAS DO BRASIL S.A.; • QUALCOMM SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES LTDA.; • RELACOM SERVIÇOS DE ENGENHARIA E TELECOMUNICAÇÃO LTDA.; • RFS (KMP CABOS ESPECIAIS E SISTEMAS LTDA.); • SAMURAI INDÚSTRIA DE PRODUTOS ELETRONICOS LTDA.; • SEICOM SERVIÇO, ENGENHARIA E INSTALAÇÃO DE COMUNICAÇÕES S.A.; • SERCOMTEL S.A. – TELECOMUNICAÇÕES; • SYNIVERSE TECHNOLOGIES PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LTDA.; • TEDESYS CONSULTORIA TECNOLOGIA E SISTEMAS LTDA.; • TELCORDIA TECHNOLOGIES TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL LTDA.; • TELECOM – Associação Brasileira de Telecomunicações; • TELEFONICA (TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A.); • TIM CELULAR S.A.; • TRÓPICO SISTEMAS E TELECOMUNICAÇÕES AMAZÔNIA LTDA.; • VENTURUS CENTRO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA; • VERIZON TELECOMUNICAÇÕES DO BRASIL LTDA.; • VIVO S.A.; • WEDO DO BRASIL SOLUÇÕES E INFORMÁTICA LTDA.; • XBB (XAVIER, BERNARDES, BRAGANÇA SOCIEDADE DE ADVOGADOS). |
“Valorizar o conhecimento é a chave necessária para abrir a porta do desenvolvimento econômico” 22/07/2008 :: João Carlos Fonseca
Richard Langlois, da Universidade de Connecticut (EUA), sob o título “Reorganizar, Reutilizar e Recombinar”, ofereceu uma brilhante síntese de como o conhecimento tem sido percebido pelos economistas como indutor do desenvolvimento. Proferiu palestra durante a XII Conferência Internacional da Joseph Schumpeter Society, que aconteceu no campus da UFRJ, no Rio de Janeiro. O economista Schumpeter (1883-1950) defendeu o empreendedorismo e a inovação como fatores maiores para o avanço da economia, rumo a novos patamares, e inspirou a Escola Econômica Evolutiva.
Mostrou Richard Langlois que na economia neoclássica, o sistema produtivo pode ser imaginado como um moedor de carne, em que entram capital e trabalho de um lado e sai o produto do outro. Aferiram, porém, os cientistas neoclássicos, tipificados pelo ganhador do Prêmio Nobel (1987) Roberto Solow, que o aumento do capital e do trabalho não eram, por si só, fatores suficientes para explicar o crescimento do PIB por trabalhador. Faltava um ingrediente, entendido como o saber tecnológico.
Como comenta a publicação inglesa “The Economist”, Robert Solow estabeleceu, em 1956, um modelo econômico no qual considera inútil os esforços dos governos para aumentar o crescimento o PIB per capita por meio de subsídios, incentivos fiscais ou até pelo controle populacional. A tese do subsídio é que ele injeta mais capital na economia. Cada membro da força de trabalho teria mais capital para produzir, e o crescimento per capita aumentaria. “Mas, não é dando um segundo computador para cada trabalhador que a produção dobra”, comentou a publicação.
Crescimento endógeno com reorganização
O economista Paul Romer, da Universidade de Stanford, um dos desenvolvedores da Nova Teoria do Crescimento, trouxe a idéia, em 1990, do crescimento endógeno. Além do aumento do capital e do trabalho, a economia se expande pela melhoria (endógena) desses mesmos fatores. Não se trata apenas de aumentar os ingredientes, mantendo a mesma receita, mas também da modificação da própria receita e das idéias visando a obtenção de um melhor resultado. O crescimento econômico ocorre quando os ingredientes são reorganizados de maneira mais eficiente.
E como contribui a atividade de P&D (pesquisa e desenvolvimento) para o crescimento econômico? Colocada no sistema produtivo (no moedor de carne), a atividade de P&D gera um aumento de conhecimento que leva à inovação tecnológica e ao crescimento econômico. Os retornos da atividade de P&D são altos. O conhecimento é um bem não rival (seu consumo por um indivíduo não impede que o seja por outro) e parcialmente não excludente (seu acesso é mais ou menos livre). Uma descoberta pode ser usada várias vezes e um conhecimento gera outros "filhotes" a um custo marginal diminuto.
Em economia, os bens podem ser rivais ou não rivais e excludentes ou não excludentes, dando origem a quatro possibilidades. Um bem é ou não é rival caso seu consumo o impeça, ou não, que seja fruído por outro. Um bem é, ou não é excludente, caso seu acesso seja só para um indivíduo ou um grupo ou então seu livre acesso é para todos. A título didático, dir-se-á que bens individuais (uma maçã, uma caneta) são geralmente excludentes e rivais; bens de consumo coletivo (televisão a cabo) continuam excludentes, mas não são rivais; bens providos por uma fonte comum (água, pescado) não são excludentes, porém são rivais; e bens públicos (ar, segurança) não são excludentes e nem rivais.
Eis como o economista Paul Romer explicou, em 1996, o crescimento endógeno da economia, de acordo com o conferencista Richard Langlois:
“Os teóricos do crescimento econômico dividem os insumos em duas categorias: idéias e coisas. Idéias são bens não rivais (seu consumo não as destrói) que podem ser armazenadas num conjunto de bit. Coisas são bens rivais (consumiu, destruiu) dotadas e massa ou energia. Com idéias e coisas é possível explicar o crescimento econômico”.
“Idéias (são não rivais) podem ser utilizadas para prover ao rearranjo de coisas, como, por exemplo, acontece ao utiliza uma receita para transformar azeitonas nocivas em azeite saboroso e saudável. O crescimento econômico surge da descoberta de novas receitas e da transformação de coisas de uma configuração de baixo valor para uma outra de alto valor”.
A organização do conhecimento
Referiu-se o palestrante Richard Langlois ao químico e filósofo Michael Polanyi (1891-1976), que estudou a filosofia da ciência e adaptou conceitos da mão invisível (já usado por Adam Smith) que nortearia – por um mecanismo de mercado – o desenvolvimento do saber científico.
Deve-se a Michael Polanyi o conceito do "saber tácito" em oposição ao do "saber explícito". O saber tácito está na mente das pessoas. O indivíduo sabe mais do que consegue expressar. A dificuldade do saber tácito é o da sua comunicação, de um indivíduo para outro. O processo de transformar saber tácito em explícito chama-se codificação ou articulação. O saber tácito é o know-how (o como fazer), que só pode ser adquirido pela experiência pessoal, se vivenciando o processo. O saber tácito é fruto da cultura do grupo no qual o indivíduo está imerso. Tudo isso tem implicações em como o conhecimento tecnológico é utilizado para promover o avanço econômico.
Prosseguindo com sua palestra, Richard Langlois explicou que a epistêmica deu origem a duas escolas. A epistêmica, não ser confundida com Epistemologia – Filosofia da Teoria do Conhecimento –, trata do estudo científico do conhecimento. Na epistêmica racional, o saber é externalizado por símbolos, e o conhecimento científico é sujeito a análise e manipulações formais. Na epistêmica empírica, o saber é tácito, de âmbito local, adquirido através de tentativa e erro e incorporado ao processo produtivo.
O crescimento econômico, hoje, se defronta com o dilema de como promover o crescimento econômico sem a divisão do conhecimento explícito, algo que tem a ver com a difusão do conhecimento. Os economistas Robin Cowan e Dominique Foray, da Universidade de Western Ontario (Canadá), estudaram as diferenças entre a difusão tácita e a difusão formal (codificada) do saber e da informação. Segundo eles, a difusão formal do saber está ficando cada vez mais explícita. “Mas, estará mesmo?”, interrogou o conferencista Richard Langlois.
Os estudiosos da disseminação do saber científico, como para a área de software, Ashih Arora, da Universidade Carnegie Mellon (Pensilvânia, EUA), e Alfonso Gambardella, da Universidade de Milão (Itália), concluíram que o conhecimento está ficando cada vez mais geral e tendendo a ser menos específico. “Mas, será isso verdadeiro?”, duvidou novamente Langlois.
O conferencista citou o historiador econômico Joel Mokyr, da Northwestern University (Chicago EUA), um estudioso da base epistêmica da difusão do conhecimento que estaria aumentando. Uma visão de que a compreensão de princípios gerais está crescendo derrotaria a idéia de que há retornos decrescentes no desenvolvimento técnico.
Langlois mencionou ainda os trabalhos da psicóloga social Shosshana Zuboff, da Escola de Administração de Harvard (EUA), autora da "Idade da Máquina Inteligente". O uso da Tecnologia da Informação (TI), segundo ela, traduz descrições e medições de atividades, eventos e até objetos sob forma de informação (eletrônica) que se dissemina por todos os níveis da organização.
Adam Smith (1723-1790)
A “Riqueza das Nações” foi escrito por ocaso da Primeira Revolução Industrial pelo escocês Adam Smith. Enfatizou a divisão do trabalho – um indivíduo produz 20 alfinetes/dia, mas se houver divisão da produção em 18 tarefas (18 pessoas), a produção passa a 48 mil alfinetes/dia; o auto-interesse que move cada um; e a liberdade de comercializar. Adam Smith defendeu o livre mercado, em oposição à tese do mercantilismo da época. O mercantilismo pregava que a riqueza das nações era função do capital disponível e do volume do comércio internacional. Quanto mais ouro e prata tinha o mercador para negociar, mais rica ficava a nação.
Já o paradoxo "smithiano" refere-se à fábula do valor da água e do diamante que serve para explicar o valor atribuído a um bem. Embora a água seja mais essencial à vida que o diamante, este último tem um valor de mercado muitas vezes superior ao da água. Por quê? “Há o valor do uso e o valor da troca”, dizia Adam Smith. Bens com alto valor de uso (água) têm baixo valor de troca e vice-versa. Segundo ele, o preço de um bem praticado no mercado é função do fator trabalho utilizado para produzi-lo. Para o filósofo, não havia relação entre a utilidade do bem e o seu preço. Embora a água fosse essencial, ela existia em grande volume e seu valor unitário era, portanto, baixo.
O retorno das firmas cresce quando o conhecimento se torna mais especializado e menos explícito. Há que se levar em conta a divisão do conhecimento, mas também a importância de como esse conhecimento é organizado. Um aspecto é tornar o conhecimento automático e embebido na produção. A inovação não precisa ser a produção de um novo conhecimento e sim pode advir da recombinação de elementos já existentes.
O conferencista citou o filósofo e matemático inglês Alfred North Whitehead (1861-1947): "A civilização avança pela expansão de operações importantes que podem ser efetuadas sem que a humanidade pense nelas".
Armazena-se o saber. No sistema produtivo, delegam-se tarefas para serem "co-processadas" de modo a liberar a atenção do produtor para recursos cognitivos escassos. Máquinas, dispositivos e processos (uma roda, por exemplo) carregam consigo memórias de um saber anterior.
O conhecimento pode ser reutilizado
Reutiliza-se o saber. O palestrante citou o que Ralph Kimball, doutor pela Universidade de Stanford, escreveu, em 1972:
“Um mecânico treinado para produzir orifícios circulares numa placa de aço gasta pensamento e habilidades para localizar o lugar nos quais as perfurações deverão ser efetuadas. Um mecânico não treinado já não precisa pensar como localizar o lugar dos furos, se utilizar uma máquina-ferramenta. Essa parte do trabalho mental já terá sido incorporada pelo fabricante da máquina ferramenta”.
“É possível conceituar que uma transferência de inteligência pode ocorrer entre um ser humano e uma máquina que a incorpora. Se a quantidade de peças a serem produzidas for suficientemente elevada para justificar os custos, é possível produzir máquinas nas quais as necessárias habilidades e pensamentos tenham sido transferidos. Tais máquinas não precisarão nem de supervisão, a não ser para efetuar ajustes. Elas são denominadas máquinas totalmente automatizadas”.
Reutilizar o saber tem outros aspectos. Um deles é o princípio da cópia exata (pintar todos os banheiros da mesma cor em todas as fábricas). O físico Robert Noyce (1927-1990) foi co-fundador com o químico Gordon Moore da empresa californiana (Vale do Silício) de semicondutores Intel, em 1968. A indústria de semicondutores é baseada no princípio da cópia exata.
O princípio da informação mínima de Noyce reza que se deve ampliar a base epistêmica somente quando necessária. A constatação empírica de Gordon Moore – uma das "leis" que traduzem o sucesso tecnológico exponencial da indústria de semicondutores – mede a quantidade de transistores que pode ser colocada num chip (dobra a cada dois anos).
O conhecimento pode ser recombinado
Prosseguindo, Langlois citou novamente Adam Smith e Joel Mokyr, para mostrar que o conhecimento pode ser recombinado.
Adam Smith formulou que “aqueles que se denominam filósofos ou homens especulativos, cuja profissão é não fazer nada, mas sim observar tudo (e que por causa disso), são capazes de combinar o poder dos mais distantes e díspares objetos”.
Joel Mokyr, ex-editor-chefe da Enciclopédia Oxford de História Econômica – redux (revistando o passado), explica que “expandir a base epistêmica” envolve achar os princípios que conectam entre si os elementos do conhecimento.
Ao final de sua panorâmica palestra, Richard Langlois enfatizou três pontos relativos ao tema do conhecimento, correlacionado com o do crescimento econômico. O aumento do fator capital ou do fator trabalho não é a causa do crescimento econômico e sim o próprio crescimento econômico. O crescimento econômico é um processo continuado da reorganização da produção e do consumo.
O conhecimento tácito – aquele que está na mente das pessoas e de difícil comunicação – não obstrui o crescimento econômico, porque o processo da reorganização do conhecimento produz muitas novas fontes e processos que geram retornos econômicos crescentes. Esta é outra forma de dizer que “valorizar o conhecimento é a chave necessária para abrir a porta do desenvolvimento econômico”. |
Entrevista com Martim Cunha, um dos palestrantes do FORTE 2008, da FEBRATEL, em São Paulo, pode surpreender 21/07/2008 :: João Carlos Fonseca
A Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – promove, no dia 18 de agosto, em São Paulo, a edição 2008 do Fórum de Relações do Trabalho em Telecomunicações, com o tema "Liderança Empresarial do Brasil e os BRICS". Martim Vasques da Cunha é jornalista e escritor. Coordena o Departamento de Humanidades do Instituto Internacional de Ciências Sociais que dá apoio técnico-científico ao evento. Suas respostas justificam seu cargo de co-editor da Revista Dicta&Contradicta, uma publicação de idéias recém-lançada. Na qualidade de fórum, o evento promete um debate ativo sobre a contemporaneidade. Para se inscrever, gratuitamente, é só enviar um e-mail (forte2008@febratel.org.br) ou ligar para (21) 2541-4848.
A sigla BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China – traduz o coletivo de países emergentes que disputam lugar no privilegiado clube do Primeiro Mundo. A liderança empresarial, sua formação e a dinâmica política são importantes fatores nessa disputa. A entrevista com o jornalista e escritor Martim Vasques da Cunha foi realizada por e-mail. As perguntas foram editadas para fins de dinamismo da edição, mas as respostas estão reproduzidas em sua íntegra, tal como nos foram enviadas pelo entrevistado.
FEBRATEL – Em que consiste a liderança empresarial? É a liderança dos empresários perante a sociedade ou é a liderança de pessoas nas empresas?
Martim Cunha – Creio que nem uma opção nem outra. Ambas são, na verdade, conseqüência da verdadeira liderança, que é a de governar e comandar a si mesmo. A liderança empresarial é apenas uma das inúmeras formas com a qual um líder se apresenta ao mundo. A principal forma como um líder se mostra é quando ele adquire o domínio completo sobre suas paixões, conhece cada um de seus limites e sabe que pode fracassar em qualquer momento – principalmente quando se trata de liderar a si mesmo.
FBT – No seu entender, a liderança empresarial é um fenômeno comum para o sucesso de todos o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia) ou há diferenças de liderança entre eles?
MC – A liderança é um fenômeno que, em verdade, deveria ser incomum.
FBT – Poderia justificar?
MC – Nem todos podem ser líderes. Existem aqueles que comandam e aqueles que obedecem. Quando há líderes em demasia, isso se torna um problema.
FBT – Um problema?
MC – Sim. Significa que não há quem possa obedecê-los. Significa que só existem as massas.
FBT – Isso é bom ou é ruim?
MC – Elas acreditam que são as únicas que podem governar. Aí temos o que Ortega y Gasset chama de "A Rebelião das Massas", tema da apresentação do Nivaldo Cordeiro.
FBT – Fale mais sobre isso.
MC – Mas, as massas precisam de líderes capacitados que possam guiá-las. Não importa se um país faz parte dos BRICS ou não. Se tivermos somente o "império das massas", teremos fatalmente a "ausência dos melhores". Sem esta minoria seleta, sempre ficaremos no patamar do emergente, que é muito próximo da emergência política, social, cultural e moral.
FBT – Há diferença entre empresa pequena, média ou grande em relação ao tema do FORTE 2008 "Liderança Empresarial do Brasil no contexto dos BRICS?”
MC – Não há diferença nenhuma. Exceto a escala de problemas que sempre tende a crescer. Uma empresa é sempre um reflexo da sociedade onde vivemos.
FBT – Como assim?
MC – Se a sociedade estiver corrompida – isto é, se a ausência dos melhores chegou a tal ponto que os ideais com os quais ela vive se corromperam –, a cultura da empresa também será viciosa.
FBT – Qual seria a causa da cultura da empresa ser viciosa?
MC – Obviamente, a raiz disso tudo está no próprio líder, na própria liderança. Toda a degradação só pode existir caso haja alguém que a encabeça, como espelho desta corrupção. Aliás, este será o tema da minha apresentação no FORTE 2008 sobre "Hitler e os Alemães".
FBT – Elabore o conceito ...
MC – No caso dos países do BRICS, tratam-se de sociedades onde os ideais estão sendo ameaçados, não só na questão política e econômica, mas, sobretudo, na questão moral. Portanto, é lógico que isso afete as próprias empresas e revele muito também de seus líderes.
FBT – Há diferença entre "empresa multinacional" e "empresa nacional" para o tema do FORTE 2008 "Liderança Empresarial do Brasil no contexto dos BRICS?”
MC – Aplico, aqui, o mesmo princípio de análise da resposta anterior, apenas com um adendo.
FBT – Qual?
MC – É imprescindível que o empresário conheça as idéias e a cultura do país de onde vem a empresa multinacional.
FBT – E quanto à empresa nacional?
MC – Na empresa nacional, é necessário descobrir o que está por trás de suas ações como membro de sua sociedade. Ou seja, o líder deve saber a mentalidade do país onde nasceu, o que, de certa forma, implica que conheça muito sobre sua própria mentalidade.
FBT – Qual sua visão sobre o sistema sindical praticado no Brasil, visto em perspectiva histórica?
MB – Para mim, o sindicato é uma das amostras da "ausência dos melhores". Desde sua intenção e de sua fundação, nitidamente inspiradas por ideologias totalitárias, como o fascismo e o socialismo. Em um sindicato, seja em qual variação, não há líderes; há somente um aglomerado de "homens-massa". E é fundamental rever essa perspectiva.
FBT – No contexto dos BRICS (Brasil, Rússia, índia, China), como o Sr. percebe a presença e a atuação do Estado?
MB – Seja nos BRICS, seja no resto do mundo, o que ocorre é o que Ortega y Gasset chamou de "a estatização da vida". Vivemos hoje no perigo de termos a nossa vida, em todos os seus setores, mediada pelas exigências e caprichos do Estado.
FBT – A sua visão dessa situação?
MB – Só que temos um problema: o Estado não nasce de geração espontânea. Ele surge de homens de carne e osso e que têm ideais a seguir. E estes ideais estão corrompidos porque eles corromperam uma visão do homem – e, portanto, o desumanizaram.
FBT – Um visão do homem desumanizada?
MB – Sim. Quando se entra nessa desumanização, pensamos somente em termos estatais – e assim assassinamos o que há de incerteza na nossa vida e, portanto, matamos os líderes em potenciais, os únicos que podem lidar com o perigo e o risco.
FBT – Os BRICS competem ou se aliam no cenário internacional?
MB – Aparentemente, eles estão aliados, no famoso princípio que Raymond Aron descreveu em seu "Paz e Guerra entre as Nações". Mas, no fundo, creio que há uma competição tácita, não na busca de excelência e sim na corrida para ver quem aperta o botão do juízo final em primeiro lugar.
FBT – O "B" dos BRICS tem vocação natural para basear seu sucesso em commodities e produtos extrativos ou deve investir em inovação?
MB – Creio que essa pergunta está baseada em esquemas históricos e administrativos já datados.
FBT – Há diferentes tipos de liderança empresarial para ambos os casos?
MB – O fato essencial é este: um líder sempre deve harmonizar entre inovação e tradição, independente do país onde se trabalha e independente do período histórico em que se vive.
FBT – O que deve saber um líder?
MB – Ele deve ter um sólido estudo sobre humanidades, com conhecimentos dos clássicos da civilização ocidental, das diferentes culturas, línguas – e, sobretudo, um conhecimento da alma humana, que só a apreciação das grandes obras de arte podem dar.
FBT – O Brasil já foi apelidado de um "BRIC lento". O Sr. concorda ou discorda?
MB – Lento é apelido. O Brasil é um país que anda feito uma tartaruga; claro que podemos afirmar que, economicamente, melhoramos muito etc. e tal.
FBT – Isso é suficiente?
MB – Mas e culturalmente? E moralmente? E, vamos à raiz das coisas, espiritualmente? Neste três pontos, o Brasil é de uma contribuição quase nula.
FBT – Quase?
MB – Digo "quase" porque tivemos exceções, como um Machado de Assis, um padre Vieira, um Mário Ferreira dos Santos.
FBT – E atualmente?
MB – Atualmente, parece que o Brasil fez a opção preferencial pelo desastre. Um verdadeiro líder deve ter a honestidade consigo mesmo para admitir que, se quiser manter a sanidade da elite empresarial – um dos exemplos da "minoria seleta" –, ele deve reconhecer que as coisas no Brasil não estão bonitas como parecem.
FBT – Sua palestra no FORTE 2008 tratará de Eric Voegelin. Quais os pensadores brasileiros que a ele se equivalem?
MB – Eu citaria Bruno Tolentino, o grande poeta-pensador falecido há um ano; e, em menor escala, Luiz Felipe Pondé, um scholar que faz uma crítica contundente das raízes dos nossos tempos modernos.
FBT – Gostaria de acrescentar mais alguma coisa?
MB – Não, muito obrigado. |
Entrevista com Nivaldo Cordeiro, um dos palestrantes do FORTE 2008, da FEBRATEL, em São Paulo 14/07/2008 :: João Carlos Fonseca
A Federação Brasileira de Telecomunicações – FEBRATEL – promove no dia 18 de agosto, em São Paulo, a edição 2008 do Fórum de Relações do Trabalho em Telecomunicações, com o tema "Liderança Empresarial do Brasil e os BRICS". José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas pela FGV-SP. É homem de idéias e seus recados são diretos. Na qualidade de fórum, o evento promete um debate ativo sobre a contemporaneidade. Para se inscrever, gratuitamente, é só enviar um e-mail (forte2008@febratel.org.br) ou ligar para (21) 2541-4848.
A sigla BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China – traduz o coletivo de países emergentes que disputam lugar no privilegiado clube do Primeiro Mundo. A liderança empresarial, sua formação e a dinâmica política são importantes fatores nessa disputa. A entrevista com o economista José Nivaldo Cordeiro foi feita por e-mail. As perguntas foram editadas para fins de publicação, mas as respostas estão reproduzidas em sua íntegra, tal como nos foram enviadas pelo entrevistado.
FEBRATEL – Em que consiste a liderança empresarial, tema do FORTE 2008? É a liderança dos empresários perante a sociedade ou é a liderança de pessoas nas empresas?
Nivaldo Cordeiro – A liderança, enquanto tal, consiste nas duas coisas. No meio empresarial, há que emergir vozes que representem seus pares junto à sociedade civil e ao governo. Da mesma forma, há que liderar as ações dentro da empresa. Uma das acepções do verbo “liderar” é “conduzir”. Um dos sentidos dado pelos dicionários ao termo é “ir junto com ou dentro de (algo), de um lugar para outro, dando-lhe direção e/ou comando”. Portanto, há o movimento que deve ser orientado em direção a uma meta.
FBT – Fale-nos da figura do líder.
NC – O líder é como o proverbial pastor que sabe aonde vai e o caminho certo, se porta da maneira correta, com a linguagem correta, faz as coisas no tempo certo. É a figura do spoudaios, o homem que amadurece com sabedoria e é respeitado pelos pares e pelos mais jovens. Na empresa, essa figura é representada pelo gerente, seja ele o administrador ou o técnico, o que sabe fazer e sabe organizar o trabalho.
FBT – A liderança empresarial é um fenômeno comum para o sucesso de todos o BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia)?
NC – Sim. É comum em toda parte, embora cada cultura imprima a sua própria característica à liderança. Confesso que me fascina saber como se dá a liderança em uma sociedade como a chinesa, tão distante de nós em termos culturais e políticos. Certamente que o viés autoritário seja uma constante, em face do sistema político. Mas, a recente abertura ao ocidente impactou nas técnicas administrativas, de sorte de a busca da cooperação e do exemplo, algo tão importante, para nós, devem ter sido incorporados nos últimos anos. Mas, liderança não é apenas uma técnica, vai além.
Liderança na China, Rússia e Índia.
FBT – O que acontece na China?
NC – A China, enquanto sociedade fechada e comunista, tende a produzir um tipo de líder que eu chamaria de “negativo”, não obstante ele conseguir obter os melhores resultados técnicos e empresariais, tão bons quanto os nossos. O fato é que liderar transcende a empresa, impacta a sociedade e a própria estrutura de poder. Uma sociedade que não tem a liberdade como valor tende a produzir líderes que não a valorizam e, por isso, enquanto homens, falham. Um spoudaios é, antes de tudo, um defensor da liberdade.
FBT – Vamos falar da Rússia?
NC – Na Rússia, vemos emergir uma sociedade conturbada com o fim do regime comunista, cujo regime democrático ainda não está consolidado. Então temos fenômenos interessantes, como uma grande agressividade empresarial casada com os males da sociedade ocidental do século XIX. As estatísticas mostram que em 2007 houve queda na população russa, pela mortalidade dos velhos e de pessoas jovens. Uma coisa selvagem. A redução de população em uma unidade política será sempre uma tragédia. Há, aqui, uma clara indicação de que houve uma escassez de bons condutores, de bons líderes; e não apenas de líderes políticos.
FBT – Só lhe falta comentar sobre a Índia...
NC – A Índia, por sua vez, conseguiu adaptar sua cultura milenar ao que de melhor tem o ocidente. Seus jovens invadiram as universidades ocidentais e levaram para o seu país inovações importantes, tanto que criaram centros de excelência notáveis.
FBT – Quais as vantagens competitivas do Brasil?
NC – O Brasil tem grande vantagem por estar próximo dos mercados consumidores do ocidente, ter fartura de matéria prima, fuso horário compatível com os EUA.
FBT – As vantagens da China?
NC – A China, por sua vez, tem mão de obra barata, o que tem o lado ruim, o dos indicadores sociais.
FBT – E as vantagens da Índia e Rússia?
NC – A Índia conseguiu ter centros de excelências tecnológicas; a Rússia, fartura de petróleo.
Liderança no mundo empresarial.
FBT – Há alguma diferença entre "empresa pequena, média ou grande" para a "liderança empresarial do Brasil no contexto dos BRICS?”
NC – Veja. A função de liderar tem um fundo comum, que é a inteireza de alma, o compromisso de vida com seus liderados, com a família, com a pátria. É uma responsabilidade muito grande ser líder, em qualquer contexto, seja numa pequena, numa média ou grande empresas. O desempenho mais das vezes é medido no processo competitivo, que leva em conta inovações tecnológicas, técnicas de comercialização, organização no processo produtivo e motivação das pessoas envolvidas no processo. Então, há um fundo comum. Cada líder tem que saber tirar proveito daquilo que tem à mão.
FBT – Como deve agir o Brasil?
NC – O estrategista que “toca” negócios no Brasil precisa saber os pontos fortes e fracos dos competidores, e não apenas daqueles que vendem no mercado mundial. O mercado mundial também é aqui, na medida em que os produtos importados chegam às prateleiras de nossos supermercados. Compreender o processo como um todo pode ser a chave do sucesso empresarial.
FBT – Há diferença entre "empresa multinacional" e "empresa nacional" para a "liderança empresarial do Brasil, no contexto dos BRICS?”
NC – Essencialmente, não. Certos setores multinacionais têm grandes desvantagens quando vêm para o Brasil. Veja o caso de bancos de varejo. Não conseguiram entrar. É difícil, muito regulamentado. Veja o setor de TI. As multinacionais fabricantes tiveram que desenvolver uma rede de parceiros para entrar no nosso mercado, por muitas razões, o que abriu um leque de oportunidades para pequenas e médias empresas do setor.
FBT – O que distingue uma multinacional?
NC – As multinacionais têm várias vantagens, como um conhecimento amplo do mercado mundial, facilidades de financiamentos mais baratos, produção própria de tecnologia e um padrão competitivo de classe mundial. Elas são muito cuidadosas com o desenvolvimento de seus quadros gerenciais, seus líderes. E têm também a vantagem de importar talentos, quando esses faltam, com algum perfil específico.
O sistema sindical.
FBT – Qual sua visão sobre o sistema sindical praticado no Brasil, visto em perspectiva histórica?
NC – Eu não gosto desse sistema, de concepção fascista. Sou favorável ao livre mercado, ao livre sindicalismo; sou pelo fim do imposto sindical. Penso que associações desse tipo devem ser voluntárias e custeadas pelos interessados.
FBT – Qual a importância dos sindicatos patronais?
NC – Os sindicatos patronais são muito importantes para representar os setores e cuidar para que os interesses coletivos não sejam ameaçados, seja por medidas legislativas, seja por medidas arbitrárias do Poder Executivo.
FBT – E dos sindicatos laborais?
NC – Já os sindicatos laborais são de grande importância para manter o equilíbrio na relação capital/trabalho.
A presença do Estado.
FBT – No contexto dos BRICS (Brasil, Rússia, índia, China), como o Sr. percebe a presença e a atuação do Estado?
NC – Aqui está a questão central. Esses países têm em comum o fato de viverem ou vive de experiência com algum grau de socialização. Como a literatura prova à exaustão, a ingerência do Estado é perniciosa para a produtividade e para o desenvolvimento econômico, além de prejudicar a justa distribuição da renda.
FBT – O Sr., então, vê a redução do Estado como algo positivo?
NC – Sim; aquele que conseguir reduzir o Estado e a regulamentação e patrocinar as livres trocas internacionais irá proporcionar o maior institucional para que as empresas alcancem seu apogeu.
FBT – Poderia citar um exemplo?
NC – É esse o segredo da China, que, não obstante manter o regime político fechado, abriu largas zonas para o livre comércio. Está crescendo a taxas espetaculares, semelhante às alcançadas pelo Brasil nos tempos do “milagre”. Livre mercado é o combustível desse processo.
FBT – E o caso do Brasil?
NC – No Brasil estamos na contramão, com o crescimento da regulamentação, da carga tributária, da ingerência estatal. Nossos líderes empresariais precisam fazer-se também líderes políticos para fazer mudar essa realidade. Estado Mínimo é o essencial para tornar nossas empresas competitivas.
Os BRICS no cenário mundial.
FBT – Os BRICS competem ou se aliam no cenário internacional?
NC – Depende do tema. Nos mercados, eles competem ferozmente. O crescimento da China, por exemplo, em alguns mercados, está sendo feito à custa da nossa indústria. Por outro lado, abriu enormes mercados para os produtos que não chocam com nossa matriz industrial.
FBT – E quando se trata de política?
NC – Na arena política, há um certo alinhamento dos governos contra os EUA, que eu considero um erro. O Brasil não tem porque hostilizar aquele que é nosso maior mercado e tem uma democracia que é exemplo para o mundo. Entendo a postura da China e da Rússia que têm pretensões geopolíticas diferente das nossas. Entrar nesse coro, todavia, só nos trará perdas.
FBT – O Sr. acha que o Brasil, que é o "B" dos BRICS, tem vocação natural para basear seu sucesso em commodities e produtos extrativos ou deve investir em inovação?
NC – Veja que o Brasil tem uma forte vocação agrícola. Isto é um fato que até as pedras sabem. O Brasil já é o maior produtor (senão o maior exportador) em muitos mercados, como carne, soja, álcool, frutas etc. E o País vai crescer porque tem território, água e uma liderança empresarial nesse setor de fazer inveja a concorrentes.
FBT – Então, a vocação do Brasil seria explorar seus recursos naturais?
NC – A situação do Brasil não se esgota aí. Temos uma grande matriz industrial. No setor de TI, a vocação para crescer é total, com fuso horário favorável e estabilidade política, que falta aos concorrentes (a Índia tem ogiva atômica do Paquistão apontada para ela). Então, não temos que fazer nenhuma escolha; temos é que explorar as potencialidades de ambas as áreas. Essa é uma falsa questão.
A presença do Estado.
FBT – O Brasil já foi apelidado de um "BRIC lento". O Sr. concorda ou discorda?
NC – O Brasil ficou lento nas décadas recentes. Visto em um contexto mais amplo, a afirmação não se sustenta. O que tem segurado nosso desenvolvimento são dois fatores: o descontrole de preços, que perdurou muito, e o agigantamento do Estado, que ainda continua. Na verdade, o primeiro fator está contido no segundo.
FBT – O Estado, então, seria grande demais no Brasil?
NC – Sim. Vejo que precisamos mobilizar as forças da nação para reduzir o gigante estatal. E quando falo isso, estou pensando pelo lado da receita e da despesa. É preciso reduzir impostos, mas igualmente as despesas.
FBT – Como seria, no seu entender, a redução de impostos e das despesas do Estado?
NC – Não tenho nenhuma fórmula, apenas sei que se precisa ser feito e aqui a demanda por líderes positivos e genuinamente comprometidos com os interesses gerais da nação precisam emergir. Não será um processo nem curto e nem fácil. Teremos que enfrentar crenças socialistas fortemente arraigadas. Mas, essas crenças são malignas, erradas, são os grilhões que nos prendem e impedem o desenvolvimento voltar a ocorrer de forma acelerada.
FBT – O Sr. acha que seria necessário reformular tudo?
NC – Acho que precisamos redesenhar o Estado, repensar a federação, a representação. É uma demanda para redundar a nação.
FBT – Mas, isso seria possível?
NC – Sei da importância do que estou dizendo, da gravidade das minhas palavras. Mas, não seria honesto com os leitores não dizer o que penso e vislumbro. Temos que redundar politicamente o Brasil para que os brasileiros possam enriquecer e prosperar e se tornar um povo mais feliz. Para tanto, precisamos reduzir o monstro estatal. Não temos alternativa.
Pensador brasileiro
FBT – A programação do Forte 2008 se refere a Ortega y Gasset. Qual o pensador brasileiro que dele se aproxima?
NC – Olavo de Carvalho. Ele é profundo e comprometido com a nacionalidade.
FBT – Algum outro tema que queira comentar?
NC – Sim. Seria relativo aos rumos políticos atuais do Brasil que vejo com muita apreensão. Estamos na rota revolucionária. O PT está, desde que assumiu o poder, ocupando todo a aparelho de Estado e conduzindo o Brasil no rumo da socialização, exatamente na contramão da nossa necessidade histórica, de ir em busca da liberdade.
FBT – O momento atual seria, então, motivo de preocupação?
NC – Eu vejo com muita preocupação a hipótese ou do terceiro mandato ou de ser eleger alguém da linha do PT. Podemos estar em véspera da destruição da alternância de poder no Brasil, algo que na prática já vige, na medida em que não existem forças políticas ditas de “direta”. Não há organizações partidárias verdadeiramente comprometidas com o livre mercado, o que é uma tragédia colossal.
FBT – O Sr. poderia explicar?
NC – Agora dar o monopólio do poder político às forças em torno do PT é muito grave, pois equivale a manter o curso do processo revolucionário. Isso se casa com o que está acontecendo com a maioria dos países vizinhos, todos atuando no âmbito do Foro de São Paulo, com a notável exceção da Colômbia, que acabou de infringir vigorosas derrotas às FARC, o braço colombiano do FSP.
FBT – Algum recado?
NC – Nossos líderes empresariais precisam largar a passividade e ir para a arena política, tendo consciência dos perigos que estamos vivendo. Esses perigos podem significar uma regressão civilizacional de grande monta, como vimos na Venezuela e no Zimbábue, este em maior proporção. Não estamos longe disso. E não existe nenhum determinismo histórico que nos diga que as forças do livre mercado devem ser derrotadas. Não.
FBT – Como assim?
NC – Se lutarmos, se líderes assumirem as suas responsabilidades, podemos, aqueles que combatem pela liberdade, retomar o caminho perdido e colocar o Brasil na trilha do desenvolvimento. Mas, isso não acontecerá por inércia, terá que vir pela mãos de homens inteligentes, sóbrios e comprometidos com a nação. Certamente que os setores das Teles com e de TI terão que dar sua contribuição de novos líderes, que confrontem os adversários socialistas, para mudar o curso da nossa História.
FBT – Suas palavras finais.
NC – Acredito firmemente que esse é o lado “certo”. Como dizia Ortega, não se pode permanecer no “erro”. O socialismo é um erro que precisa ser corrigido. As lideranças empresariais não poderão escapar ao enfrentamento dos inimigos da civilização.
Inscrições gratuitas para o FORTE 2008: forte2008@febratel.org.br ou pelo telefone (21) 2541-4848.
Veja aqui a programação completa do FORTE 2008 |
Dirigentes da TELEBRASIL na gestão 2005-2008 ampliaram o escopo da entidade 07/09/2008 :: João Carlos Fonseca
Recebendo o facho associativo do triênio anterior das mãos do empresário Luis Alberto Garcia, a diretoria da TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações, na gestão 2005-2008, sucessivamente com Ronaldo Iabrudi e José Pauletti, implementou a filosofia do "guarda-chuva", visando congregar os diversos interesses que compõem o complexo mundo das comunicações. Foi uma gestão na qual a entidade se aproximou das discussões relativas às políticas públicas ligadas ao setor, em mais alto nível. Também foi mantido um estreito relacionamento com o mundo sindical patronal, nascido na TELEBRASIL. Aqui, um breve relato do período, com o currículo dos dirigentes.
No dia 23 de junho de 2005, no Hotel Sofitel, na Costa do Sauípe (BA), por ocasião do 49º Painel TELEBRASIL – com o tema Telecomunicações: o Aperfeiçoamento do Modelo –, foram eleitos por aclamação Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira (Contax) e José Fernandes Pauletti (Telemar), respectivamente, como presidente e vice-presidente do Conselho de Administração para um período de três anos, de 2005 a 2008. Seguindo a tradição, Ronaldo Iabrudi passou a diretor-presidente da casa.
Além de José Fernandes Pauletti, foram mantidos na diretoria-estatutária Aluízio Bretas Byrro (Siemens), Luiz Francisco Tenório Perrone (Brasil Telecom) e Silvio José Genesini Jr (Oracle), e convidados a participar Fernando Xavier Ferreira (Telefônica) e Fernando de Melo Mousinho (NET Serviços de Comunicação). Na presidência do Conselho Consultivo, Hélio Graciosa (CPqD) substituiu a Foad Shaikhzadeh (Furukawa). A título de registro histórico, o presidente Ronaldo Iabrudi anunciou (em 2 de agosto de 2007) que exerceria novas responsabilidades, fora do setor. Assume, estatutariamente, o vice-presidente do CA, José Fernandes Pauletti, para cujo lugar é eleito o ex-ministro das Comunicações Juarez Quadros do Nascimento.
Aperfeiçoamento do modelo
Aspecto marcante na gestão Iabrudi/Pauletti foi o chamado "Aperfeiçoamento do Modelo", materializado em 800 páginas preparadas pelo consórcio consultor Guerreiro Teleconsult/Accenture, ganhador de licitação interna. O trabalho contou com o patrocínio da TELEBRASIL e do SINDITELEBRASIL, e selo de qualidade e aval dos três conselhos da casa – Administrativo, Consultivo e Fiscal. A apresentação oficial pública e à imprensa do "Aperfeiçoamento do Modelo", até 2015, ocorreu em outubro de 2005, na Futurecom, realizada em Florianópolis (SC). Na ocasião, as autoridades receberam um sumário executivo do projeto.
O "Aperfeiçoamento do Modelo" contempla os agentes do processo das telecomunicações, incluindo o Estado (formulador de políticas), o Poder Regulador (fiscalização e execução) e os mercados interligados de usuários, prestadores de infra-estrutura e de acesso, de produtores de conteúdo, da indústria e da capacitação do fator humano. Como pano de fundo, situa o impacto da comunicação na melhoria de vida das populações, valendo-se do contexto de novas tecnologias que apontam para a Sociedade da Informação. Trata-se de reflexões e de recomendações destinadas a subsidiar mudanças no rumo do setor, cuja efetivação depende de decisões a serem tomadas na esfera maior da política.
Em fevereiro de 2007, o Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República apresentou proposta conceitual para inclusão digital das escolas públicas de ensino básico, dotando-as de acesso à Internet banda larga e de infra-estrutura de tecnologia de informação. Motivada, a TELEBRASIL criou grupo de trabalho que contou com o suporte do consórcio consultor contratado Oliver Wyman/BKBG (escritório de advocacia) para contribuir com o assunto. Resultou dessa iniciativa, em setembro de 2007, a proposta "TELEBRASIL – Conceito Estratégico de Inclusão Digital das Escolas Públicas do Ensino Básico e Difusão da Banda Larga".
O trabalho do consórcio consultor contratado foi financiado pela TELEBRASIL, valendo-se de contribuições associativas da Brasil Telecom (fixo e celular), Claro, Embratel, Oi (fixa e celular), Telefônica e Vivo.
Os Painéis TELEBRASIL
Quatro Painéis TELEBRASIL marcaram a gestão da casa entre 2005 e 2008.
O 49º Painel, em Sauípe (BA), em 2005, debateu o "Aperfeiçoamento do Modelo". Foi previsto que até 2015 deverão mudar o desempenho dos negócios e as penetrações social, cultural e política da telecomunicação e da informação em nosso País. Discutiu-se qual o modelo digital a ser adotado, sua abrangência, os agentes envolvidos e os cenários, bem como o entorno geopolítico e tecnológico que vão afetá-lo. Representantes dos radiodifusores e do Estado estiveram discretamente presentes ao evento.
o 50º Painel, em 2006, no Club Med Village Rio das Pedras, em Angra dos Reis, na Costa Verde, entre Rio e São Paulo, desponta com força a consciência da vital importância das telecomunicações para a inclusão social no País. No encerramento, é dito que o Aperfeiçoamento do Modelo das Telecomunicações tem duas vertentes: a das Tele(Comunicações) e a da Inclusão Social. A TELEBRASIL se compromete a vender a idéia ao Governo, entendendo que "governos são entidades complexas e que nem sempre têm uma visão única das coisas". A presença do Estado, com representantes das áreas do ensino, saúde, previdência e segurança se fez maciça no Painel. O nascimento da FEBRATEL (federação sindical patronal) foi anunciado com festa.
O 51° Painel, em 2007, voltou geograficamente para a Costa do Sauípe (BA). Nele se constatou que o "Brasil Digital", tema do Painel, desponta como uma realidade irreversível. Durante os três dias do evento, todos tentaram responder, de maneira concreta, ao imperativo básico de "qual a melhor maneira de beneficiar a sociedade brasileira com os avanços do mundo digital?". Coadunando-se com esse tema central, esquentou o debate sobre banda larga e inclusão social, visto sob as óticas das operadoras, dos fornecedores, do Estado e da sociedade. Cresceu a presença de parlamentares e de altos dirigentes ao evento.
O 52º Painel, em 2008, ainda na Costa do Sauípe (BA), tratou do conteúdo multimídia, das questões de conteúdo, além de ter debatido o Projeto de Lei-29, sendo colocado em votação na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, rumo ao Senado. Participaram do Painel, que justificou mais do que nunca o nome de Fórum de Debates, pessoas oriundas dos mundos do audiovisual, da radiodifusão e da tevê por assinatura, além da infra-estrutura e de importantes pessoas do Governo. Como é tradição, a diretoria da TELEBRASIL, gestão 2005-2008, abriu o evento que foi encerrado pela nova diretoria para o triênio 2008-2011.
Atividades institucionais
O assunto da TV digital e da evolução do binômio telecomunicações-radiodifusão foi acompanhado de perto pela TELEBRASIL, que firmou e divulgou posição institucional, em audiência com o ministro das Comunicações, no início de 2006, e com a entrega de texto a todos os demais ministros de Estado, com representação no Conselho de Desenvolvimento do SBTVD.
A TELEBRASIL teve participação ativa junto à sessão Plenária da Câmara dos Deputados, transformada em Comissão Geral, para debater assuntos e projetos relacionados à TV digital. Foram ouvidos discursos de aproximadamente 40 participantes. A TELEBRASIL foi representada pelo seu superintendente-executivo, Cesar Rômulo Silveira Neto, que expôs os pontos de vista da Associação.
A Associação Brasileira de Telecomunicações, a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura deram depoimento, em abril de 2006, na Comissão do Marco Regulatório do Conselho de Comunicação Social – CCS – do Congresso Nacional, em Brasília, para uma melhor definição do que seja Comunicação Social. Prestaram depoimento, entre outros, Cesar Rômulo Silveira Neto (TELEBRASIL), Jonas de Oliveira Junior (Abrafix) e Alexandre Annenberg (ABTA).
A Conferência Nacional Preparatória das Comunicações (CPC), efetuada no final de 2007, no Congresso Nacional, em Brasília (DF), teve a participação e cobertura da TELEBRASIL, inclusive com palestra do superintendente-executivo, que abordou tópicos referentes à convergência entre telecomunicações e radiodifusão e sobre a necessidade de haver um novo paradigma para o setor.
Outros aspectos
Visando promover facilidades para suas associadas, a TELEBRASIL firmou convênio com o Serviço Nacional de Aprendizado Comercial – Senac RJ – relativo a treinamento de recursos humanos nas áreas de telecomunicações e informática. Também participou de encontros com o Senai-RJ, na mesma área. Dentro de uma linha de relações públicas e de projeção institucional, a Associação deu apoio a uma série de eventos relativos às telecomunicações e TICs. A TELEBRASIL serviu de fórum de debates para a indicação de representantes do setor junto ao Conselho Consultivo da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações.
Fruto de convênio firmado, no final de 2006, com a empresa Teleco, a TELEBRASIL passou a divulgar, trimestralmente, séries temporais sobre o setor de telecomunicações no Brasil e, a cada semestre, um relatório de avaliação setorial que se tornou uma referência de consultas do setor.
Resultante de medidas de contenção efetuadas na gestão de Luiz Garcia, a direção da TELEBRASIL de 2005-2008 encontrou uma estrutura interna enxuta e manteve um orçamento equilibrado. Na gestão Pauletti/Iabrudi, foi firmado um acordo de prestação de serviços – apoio administrativo, secretariado e disponibilização de espaço – com os sindicatos patronais que têm presença física na casa (SindiTelebrasil – Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal – e Sindisat – Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélites) e também com a FEBRATEL.
Na área da comunicação, o portal TELEBRASIL registrou as atividades e a filosofia institucional da Associação Brasileira de Telecomunicações. Matérias foram produzidas cobrindo extensivamente, inclusive com registro fotográfico, as principais atividades e papers da TELEBRASIL, com links para FEBRATEL, SindiTelebrasil e Sindisat. No período de junho de 2005 a junho de 2008, cerca de 500 matérias foram publicadas em sua página na web. Complementando o Portal, uma news-letter eletrônica, de envio direto, passou a ser transmitida quinzenalmente, atingindo um público especializado, com quase 5 mil endereços cadastrados. Desde fevereiro deste ano, seu envio é semanal. O Portal, em sua parte institucional, informa sobre a entidade, seus eventos e o corpo social da Associação.
Ao final da gestão 2005-2008, a diretoria-estatutária da TELEBRASIL compreendia os seguintes diretores, a quem as associadas da TELEBRASIL e a nova diretoria agradecem pelo sucesso de sua gestão.
Antonio Carlos Valente é presidente-executivo do Grupo Telefônica no Brasil, membro dos Conselhos de Administração da Telefónica Internacional S/A e da Telesp (Telefônica SP) e presidente da AHCIET – Asociación Iberoamericana de Centros de Investigación y Empresas de Telecomunicaciones. Foi presidente da Telefónica no Peru, diretor-geral para Temas Regulatórios do Grupo na América Latina e vice-presidente da Anatel, entre dezembro de 2001 e junho de 2004. Valente é engenheiro, pós-graduado em Administração e Negócios, com cursos de especialização em Gerência de Sistemas e Negócios.
Aluizio Bretas Byrro é engenheiro eletricista pela PUC/MG (turma de 1971) e foi admitido na Siemens AG/Munique, Alemanha, em 1972, onde trabalhou na área de Telecomunicações (Transmissão) até 1990. Foi diretor-geral de Siemens Ltda., responsável pela área de Eletromedicina, pela área de Soluções Tecnológicas Integradas e pela área de Telecomunicações. Na Abinee ocupou os cargos de diretor do SGS de Transmissão (1986), vice-presidente e diretor-executivo (1995-1999). Atualmente, está na diretoria da Abinee/Sinaess. Desde 2002, é diretor estatutário e membro do Conselho de Administração da TELEBRASIL. A partir de 2007, passou a ocupar o cargo de chairman para a América Latina da Nokia Siemens Networks.
Silvio Genesini é presidente da Oracle do Brasil. Com 32 anos de experiência no mercado de Tecnologia da Informação, Genesini antes, porém, atuou por 27 anos na Accenture (antiga Andersen Consulting). Sócio daquela organização no Brasil desde 1986, foi o responsável pelo Grupo de Tecnologia da Informação e pela criação da unidade de negócios de Comunicações e Alta Tecnologia, que auxiliou boa parte das empresas de telefonia a iniciarem suas operações no País, por ocasião da privatização do setor. Formado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), trabalhou no início de sua carreira no Banespa e na Copersucar.
Fernando Mousinho é engenheiro civil pela Escola Politécnica de Pernambuco, analista de sistemas pela IBM e possui MBA em Management pela FGV-RJ. Trabalhou durante 27 anos na IBM, onde desempenhou cargos de gerência e três diretorias, incluindo telecomunicações, sendo a última de Marketing. Representou a América Latina como um dos quatro executivos internacionais de telecomunicações da IBM Corporation. Desenvolve atividades profissionais para a Diretoria de Relações Institucionais da NET Serviços de Comunicações S.A, sendo também vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA). É diretor tesoureiro do Seta – Sindicato das Empresas de TV por Assinatura – e presidente do Conselho e da Diretoria Executiva da Telcomp.
João Cox tem 45 anos e é formado em Economia pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em Economia pela Université du Quebec à Montreal, e CPS pela Oxford University. Desde agosto de 2006, Cox é presidente da Claro, braço brasileiro da América Móvil. Já comandou a Cox Advisory, empresa de investimentos com mandados para transações de fusão e aquisição, além de serviços financeiros e de consultoria. Tem passagens pelo conselho de administração de empresas no Brasil, na Argentina, na Holanda e em Israel. Ex-presidente da Telemig Celular e da Amazônia Celular, ele, dentre outros prêmios em 2007, ganhou o de “Empreendedor do Ano”, concedido pela revista Isto É Dinheiro; de “Um dos 100 Brasileiros mais influentes em 2008”, conferido pela Isto É; e Líder Empresarial do Setor de Telecomunicações, conferido pela Gazeta Mercantil.
João de Deus Pinheiro de Macedo tem 59 anos e é natural de Planaltino (Bahia). Graduado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica e Telecomunicações pela Universidade Federal da Bahia, em 1971. Iniciou carreira na Tebasa, empresa privada que antecedeu a Telebahia, do Sistema Telebrás. Tem cursos na NEC e na NTT, no Japão. Na Telebahia chegou a diretor de Operações (1985-1998). Como consultor independente, desenvolveu na Hidroservice Engenharia o projeto de telecomunicações (Centrais Telefônicas) em Abuja (Nigéria). Em Angola, programou melhorias operacionais no Sistema Telefônico de Luanda. Participou da equipe de transição da Telebrás. Foi presidente do Conselho de Curadores da Sistel, de 2000 a 2002. É diretor da Oi desde 1998, atuando até 2001 nas áreas de Negócios, de Varejo e na reestruturação da operação Rio de Janeiro. Desde 2002, é diretor de Planejamento Executivo.
José Fernandes Pauletti é administrador pela Universidade de Caxias do Sul (RS), com mestrado em Administração de Empresas pela FGV-SP, especialização em Finanças. Trinta anos de experiência profissional, com mais de 20 anos como principal executivo em diversas empresas, nos setores de telecomunicações e informática. Com conhecimento – tecnológico, comercial, financeiro e gerencial – acumulado em empresas de grande e médio portes, de capital nacional e/ou multinacional, estatal e/ou privado. Transformou 16 empresas estatais na Telemar, privada. Ex-presidente da Elebra Computadores, efetuando sua venda para a DEC. Ex-grupo Macline com venda da SID Telecom para a AT&T e da STC para a PROMON. Na Telemar, foi diretor presidente (2001-2003), COO (1999-2001), e ex-presidente do CA (2001-2004). Hoje, é presidente executivo da Abrafix – Associação Brasileira das concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado.
Luiz Francisco Tenório Perrone é engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com cursos de extensão na França, Holanda e Estados Unidos. Trabalhou na Telefunken do Brasil (São Paulo) e Rohde und Schwartz (Munique, Alemanha), de 1964 a 1967. Foi do Dentel (1967/1968). Na Embratel, de 1968 a 1984, foi superintendente nacional de operações (Rio de Janeiro), chefe do escritório em Washington (EUA), e assistente do diretor de Operações Internacionais. Trabalhou na Intelsat, Washington (1984-1995), em nível de diretoria. Já de volta à Embratel, foi diretor de Serviços e presidente substituto, 1995 a 1997. De 1997 a 2001, foi vice-presidente do Conselho Diretor da Anatel. Presidiu a Hispamar Satélites, de 2002 a 2005. Desde 2005, é diretor da Brasil Telecom Participações e vice-presidente de Planejamento Estratégico e Assuntos Regulatórios da Brasil Telecom S.A. É da diretoria da Abrafix.
Juarez Quadros do Nascimento foi ministro de Estado das Comunicações de abril a dezembro de 2002. Antes de assumir a pasta, porém, já tinha sido ministro interino por duas. É engenheiro eletricista (UFPa) e colabora com os mais importantes jornais do Brasil, além de publicar artigos em livros e revistas especializadas. Ex-presidente do CA da Telebrás, do Conselho Curador da Fundação CPqD, do Conselho Gestor do Funttel e membro do Conselho de Administração dos Correios. Foi membro da Diretoria da Telebrás, empresa holding do sistema de telecomunicações brasileiro, de 1990 a 1995. No Ministério das Comunicações, foi também secretário-executivo, de 1997 a 2002; secretário de Fiscalização e Outorgas, de 1996 a 1997; e diretor do Departamento de Serviços Públicos, em 1995. Atualmente, é sócio e consultor da Orion Consultores Associados, desde de 2003, e membro do Conselho de Curadores da Fundação para Inovações Tecnológicas – Fitec.
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Reveja, ouça e consulte, gratuitamente, o 52º Painel TELEBRASIL, valendo-se do serviço de Web TV 07/09/2008 :: João Carlos Fonseca
A TELEBRASIL – Associação Brasileira de Telecomunicações está disponibilizando aos cerca de 4.300 endereços de sua news-letter eletrônica tudo o que aconteceu – palestras, debates e apresentações nos telões – durante o 52º Painel, promovido pela entidade na Costa do Sauípe (BA). É só clicar no link fornecido ao pé da matéria para se habilitar à navegação dentro da Web TV, assistindo ao conteúdo programático do tradicional evento das telecomunicações.
O bem-sucedido 52º Painel, havido na Costa do Sauípe (BA), de 6 a 8 de junho último, explorando o tema "Conteúdos Multimídia e Serviços Digitais para o Brasil Digital", contou na ocasião com os serviços dos parceiros da TELEBRASIL: Isat – Inteligência Digital – e SCAE Comunicações e Marketing. Foi providenciada, na ocasião, a gravação completa em audiovisual das diversas sessões do evento que eram reproduzidas ao vivo, em telões no próprio plenário onde se realizava o encontro. A memória desse audiovisual já está disponível no site da TELEBRASIL (www.telebrasil.org.br), sob o ícone 52º Painel Telebrasil 2008 (à esquerda e em cima da home).
Mas, há também uma outra maneira para se acessar, por completo ou apenas um item, em particular, do 52º Painel. Basta clicar no link ao final da matéria e se inscrever gratuitamente e sem necessidade de memorizar qualquer senha, para estar habilitado à navegação no Painel Virtual. Além disso, o texto ainda oferece um atalho para o leitor da programação oficial do evento. Depois de preencher um miniformulário, via Internet, a mídia audiovisual aparecerá na tela e no alto falante de seu computador.
Este é mais um serviço que a TELEBRASIL – Associação Brasileiras de Telecomunicações presta aos que recebem a sua news-letter eletrônica. Mais uma oportunidade para analisar, por exemplo, o que disse o presidente da TELEBRASIL, Antonio Carlos Valente, como presidente da Telefônica ou o vice-presidente do CA da Associação, Mário César Pereira de Araújo, como presidente da TIM, ou ainda uma multitude de outros palestrantes de igual interesse.
A seguir, os dois links: o primeiro com a programação e a seqüência das palestras; e o segundo com o acesso ao Painel Virtual, com preenchimento de miniformulário, como já explicado.
Tenham uma boa retrospectiva. Afinal, é sempre útil rever, com calma, conceitos e idéias proferidos ao longo dos Painéis TELEBRASIL.
Programação oficial do 52º Painel
Acesso ao 52º Painel Virtual 2008 |
FORTE 2008, da FEBRATEL, vai discutir "liderança empresarial do Brasil e os BRICS" 07/07/2008 :: João Carlos Fonseca
A FEBRATEL – Federação Brasileira de Telecomunicações – promove no dia 18 de agosto próximo, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo, a edição 2008 do FORTE – Fórum de Relações do Trabalho em Telecomunicações. A sigla BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China – traduz o coletivo de países emergentes que disputam lugar no privilegiado clube do Primeiro Mundo. A liderança empresarial, sua formação e a dinâmica política são importantes fatores nessa disputa. O evento da FEBRATEL é gratuito.
Fiel à denominação de fórum, o FORTE 2008 – a quarta edição do evento anual – conta com um time seleto de palestrantes e debatedores já confirmados, cujos currículos diversificados são a garantia de um evento dinâmico e participativo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas via Internet em forte2008@febratel.org.br. As vagas obedecerão a ordem de inscrição. O Grand Hyatt fica na Av. das Nações Unidas, nº 13/301, na capital Paulista, e o credenciamento se inicia às 8h.
O evento, de um dia pleno, está estruturado em torno de dois grandes Painéis de Debates. A parte da manhã será dedicada à formação das lideranças empresariais que o País precisa para competir na arena internacional dos BRICS. Será analisada a formação universitária no Brasil sob a ótica da entrega do formando às empresas; como elas treinam e reciclam seus talentos; que tipo de lideranças empresariais são necessárias; e como podem ser formadas.
A parte da tarde se iniciará com duas apresentações no mundo das idéias. José Nivaldo Cordeiro tratará da obra do pensador espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955). Já Martins Vasques da Cunha falará sobre o pensamento de Eric Voegelin (1901-1985), cientista político e sociólogo alemão que ficou exilado nos EUA na época do nazismo. Seguir-se-ão debates sobre a importância prática da compreensão desses princípios, em perspectiva histórica, para a ação das lideranças empresariais no Brasil, dentro do novo contexto internacional dos BRICS.
Palestrantes e debatedores
Cicero Domingos Penha, diretor da FEBRATEL, é bacharel em Direito pela UFU (MG), com extensão pela State University (NY). Diretor Corporativo de Talentos Humanos do Grupo Algar.
Gustavo Leipnitz Ene é empresário, sócio e diretor da LIDE Sul (grupo de líderes empresariais do Sul). Diretor da Federasul (comércio e serviços do RS).
João Lins é sócio da PriceWaterHous&Coopers na área de RH, organização e planejamento empresarial. Mestre em Administração pela Eaesp da FGV/SP, onde leciona.
José Nivaldo Cordeiro é mestre e administrador de empresas pela FGV/SP. Articulista, defende que o papel do Estado deve se cingir à manutenção da ordem pública.
Magnus Ribas Apostólico é superintendente de Relações do Trabalho e coordenador da Comissão de Negociações da Fenaban – Federação Nacional dos Bancos.
Marcelo Marques é engenheiro pelo Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações –, com pós-graduação pela Unicamp. É diretor do Inatel Competence Center.
Martins Vasques da Cunha é jornalista e escritor. Coordena o Departamento de Humanidades do Instituto Internacionais de Ciências Sociais.
Odemiro Fonseca é administrador pela FGV/SP e MBA pela Wharton School. É co-fundador do Viena Rio Restaurantes. Ex-presidente do Instituto Liberal de Análise de Políticas Públicas.
Sílvio Genesini é presidente da Oracle do Brasil. Trinta e dois anos na área de Tecnologia da Informação. É engenheiro de Produção pela USP.
Ubiratan Iorio é doutor em Economia pela FGV. Preside o Cieep – Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Dirige a Iorio Treinamento e Consultoria.
Os BRICS
Em palestra no Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro, durante a XII Conferencia Internacional sobre Schumpeter (defensor da inovação), o diretor de Planejamento do BNDES João Carlos Ferraz afirmou que o Brasil – é o "B" do BRIC (os outros são Rússia, Índia, China) – é um "BRIC Lento".
Os BRICS têm a vantagem de serem países grandes, com mercados internos importantes. Ao crescerem, é preciso cuidar se empregos estão sendo gerados e se a renda está sendo desconcentrada. O desenvolvimento neles se dá por ilhas e nichos isolados. É preciso uni-los para que surja um arquipélago. Confiança nas instituições, espírito empresarial e investimentos continuados são necessários. Medidas para saúde e educação são de longo prazo e podem levar até 25 anos para produzirem efeito. Estado e mercado devem operar, juntos, em defesa do interesse nacional.
No caso do Brasil, ocorreu por mais de 25 anos um período de incerteza da economia, mas isto pode estar se revertendo. De 1984 a 1993, o PIB médio brasileiro cresceu apenas 2,4%; de 1994 a 2003, a média caiu ainda mais para 2,7%; e de 2004 a 2007 melhorou para 4,5%. Em termos de produtividade e tomando como índice o crescimento do PIB por trabalhador, de 1990 a 2003, a produtividade da China cresceu três vezes; a da Índia, 1,5 vez; enquanto a do Brasil ficou estagnada e a da Rússia caiu.
Dados mostram que o Brasil investe 0,98% do PIB em atividade de P&D; a Rússia, 1,28%; a Índia, 0,85%; e a China, 1,31%. No tocante ao uso de computadores, Internet e em gastos para TICs, o Brasil vai bem obrigado se comparado com os demais BRICS. A boa notícia é que, desde 2004, a expansão do investimento no País é de 16%, equivalente a 2,5 vezes o crescimento do PIB e deverá continuar em aceleração até 2010, quando poderá chegar a 21%.
Na ação do Governo, para o período de 2007 a 2010, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê um investimento de US$ 260 bilhões voltados para infra-estrutura; a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltada para a indústria, US$ 150 bilhões; e o Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica da Indústria (PACTI), US$ 24 bilhões.
O Brasil é um "BRIC lento" por várias razões. O mercado doméstico está abaixo de seu potencial. Há pobreza crônica com desigualdade de renda e com baixo poder aquisitivo da população. A estrutura produtiva e de comércio exterior é voltada para recursos naturais e não para produtos de mais conteúdo tecnológico que geram mais renda. O Brasil tem uma economia cada vez mais complexa. Seus problemas econômicos são circunstanciais, mas problemas sociais e de poder aquisitivo são estruturais. Daí a importância de programas sociais, educacionais e de políticas industriais favorecendo a inovação tecnológica para se alavancar resultados a longo prazo.
Uma descrição do "B" dos BRICS
Ao descrever o "B" dos BRICS, o economista João Carlos Ferraz disse tratar-se de uma democracia consolidada, porém ainda contaminada por interesses menores. Há uma burocracia estatal estabelecida e organizada. Ela requer, todavia, uma reorganização em sua capacitação para emitir políticas públicas. Quanto à política econômica, ainda prevalece o estilo de gerenciamento "macroeconômico". Sobre o mercado nacional, ele é grande, geograficamente disperso e desigual. O perfil da renda mostra um país desigual
Existe um forte sentimento do "pertencer nacional". O ambiente cultural do País é rico e diversificado. Os recursos naturais são vastos e suas fronteiras ainda estão em expansão. A infra-estrutura básica existe, no entanto não será suficiente para uma economia dotada de desenvolvimento sustentado. Há um mercado de capitais desenvolvido, mas com tendência a preferir títulos públicos.
A comunidade de negócios é dinâmica e quer fazer business. Surgem os pequenos e médios empreendedores dotados de entusiasmo. Os grupos locais, todavia, estão nos setores de menor dinamismo econômico. O sistema produtivo do País é complexo, mas se ressente ainda da falta de investimentos.
O encerramento do FORTE 2008 será efetuado pelo presidente da FEBRATEL – Federação Brasileira de Telecomunicações –, Luiz Alberto Garcia.
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TELEBRASIL registra notícia da nomeação de Sardenberg para mais um mandato como presidente da Anatel 07/04/2008 :: João Carlos Fonseca
O tempo nos ensina que, na maioria das vezes, são os presidentes que dão o tom, orientam a cultura e indicam a direção das entidades que são chamados a dirigir. O ocupante da presidência da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações – é um parâmetro importante para a comunidade, ainda, regida pela LGT – Lei Geral de Telecomunicações. Reproduzimos, a seguir, o texto recebido da assessoria de imprensa da Anatel que confirma Ronaldo Sardenberg na presidência do órgão regulador.
“O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o embaixador Ronaldo Mota Sardenberg como presidente do Conselho Diretor da Anatel até 5 de novembro de 2010. Sardenberg tomou posse como presidente em 2 de julho de 2007, com mandato de um ano. O Decreto de 27 de junho de 2008 que estendeu o mandato do embaixador foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União.
“Ronaldo Mota Sardenberg nasceu em 8 de outubro de 1940, em Itu (SP), e formou-se pela Faculdade Nacional de Direito – Universidade do Brasil (RJ) –, em 1963. Foi aprovado em concurso pelo Instituto Rio Branco (IRBr), em janeiro de 1964, e promovido por merecimento ao longo da Carreira Diplomática. Promovido a Ministro de Primeira Classe em 1983, atuou como embaixador do Brasil em Moscou e em Madri, de 1985 a 1990. Foi Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas (ONU), em Nova York, de 1990 a 1994; e de 2003 a 30 de junho de 2007. Chefiou, nos biênios 1993-1994 e 2004-2005, a delegação brasileira ao Conselho de Segurança da ONU, órgão que presidiu em outubro de 1993 e em março de 2004.
“No Brasil, de 1995 a 1998, Sardenberg exerceu a função de chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, responsável pelas políticas nuclear e espacial, e pelos temas do Projeto Sipam/Sivam, da pesquisa sobre segurança das comunicações, de preparação de estudos estratégicos e cenários no longo prazo para o País (Projeto Brasil 2020), do Programa Calha Norte (PCN), entre outros. No primeiro semestre de 1999, exerceu o cargo de ministro de Estado Extraordinário de Projetos Especiais.
“Como ministro de Estado da Ciência e Tecnologia, de julho de 1999 a 2002, couberam-lhe a organização e a presidência da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; lançamento e institucionalização dos Fundos Setoriais de Desenvolvimento Científico e Tecnológico; criação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), da Rede Nacional do Projeto Genoma Brasileiro, dos Programas Nacionais da Sociedade da Informação, Tecnologia Industrial Básica, e dos Serviços Tecnológicos para a Inovação e Competitividade, Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social e Clima e Meteorologia. Também foram de sua responsabilidade a estruturação da cooperação internacional do MCT e as políticas nuclear e espacial e a presidência da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.” |
Federações Patronais promovem concorrida manifestação na Alerj em defesa do Sistema "S" 07/02/2008 :: João Carlos Fonseca
Toda defesa pressupõe um ataque. No caso, seria o Funtep – Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional –, anunciado em 27 de março último pelos ministros da Educação e do Trabalho e Emprego, Fernando Hadad e Carlos Lupi, respectivamente. O projeto do Governo é reorganizar a administração e o repasse das verbas do Sistema "S" (Sesc, Senac, Sesi, Senai, Sest, Senat, Senar, Sescoop e Sebrae e outros), gerenciados pela iniciativa privada. Os recursos do Sistema "S" advêm da arrecadação compulsória de 2,5% sobre a folha de salários das empresas. Em 30 de junho, em plenário repleto na Alerj – Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro –, ocorreu seminário em Defesa do Sistema "S".
Cerca de 500 participantes, incluindo representações sindicais patronais filiadas, federações, comerciários e industriários, alunos, professores e administradores do Sistema "S" e representantes do "Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado jornalista Roberto Marinho" lotaram disciplinadamente o Plenário Barbosa Lima Sobrinho e as galerias da Assembléia Legislativa do Estado. Em foco, o Sistema "S" e a educação profissionalizante. A sessão de meio dia, sem interrupção, foi coordenada pelo deputado Jorge Picciani (PMDB-RJ), presidente da Alerj, que, na abertura, deu o tom do encontro, dizendo que "ainda que possam existir falhas, não se deve inviabilizar o que já funciona".
O sistema sindical patronal compareceu em grande estilo, dando demonstração de força. Estiveram presentes os presidentes da Fecomércio, da Firjan, da Fetranspor e da Faerj, respectivamente, Orlando Diniz, Eduardo Eugênio de Gouvêa Viera, Leais Marcos Teixeira e Rodolfo Tavares. Também fizeram pronunciamentos, pelo Senac-Rio, Carlos Miguel Aranguren; pelo Sesc-Rio, Bruno Villas Boas; e pela diretoria de Educação da Firjan, Andréa Marinho.
Em seu conjunto, as palestras venderam o conceito que o Sistema "S" e a aplicação de seus atuais recursos é ampla, eficiente e transparente para os serviços sociais e de aprendizagem que prestam para o Estado do Rio de Janeiro e que mudar o que aí está seria, sem dúvida, um retrocesso.
Foi argumentado que se o Ministério da Educação é bom conhecedor do ensino em geral, a iniciativa privada é quem entende melhor do ensino profissionalizante. Outro argumento lembrado foi a origem privada dos recursos do Sistema "S". Dentre os pontos em discussão com o Governo, um é se os valores cobrados pelos cursos devem ser diminuídos e o número de gratuidades aumentado. Em relação aos problemas de base que foram trazidos ao debate, destacou-se se a solução para o ensino deve ser pública ou privada ou ainda uma parceria entre ambas.
Realizações
A Firjan – Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro –, cujas origens datam do século XIX, com D. Pedro I, compreende o Sesi-RJ, o Senai-RJ, o Cirj – Centro Industrial do Rio de Janeiro – e o Instituto Euvaldo Lodi. São 46 unidades no Estado, com 1.300 funcionários, com 250 pós-graduados e 80 doutores. Segundo a Firjan, o Senai-RJ já capacitou mais de um milhão de trabalhadores em dez anos, no Rio de Janeiro, atendendo a 28 segmentos industriais. Levantamento mostra que 73% dos que concluem curso no Senai estão empregados.
O Sesi-RJ já alfabetizou mais de 120 mil pessoas através de metodologia própria. São projetos do Sesi-RJ: o "Transformar", em parceria com as prefeituras fluminenses; e o "Por um Brasil Alfabetizado", em conjunto com o Governo Federal. O Transformar atinge 92 municípios e 120 mil alunos (jovens e adultos), sendo considerado de alto impacto social pela ONU. O Sesi-RJ atua na área da saúde preventiva, de riscos ocupacionais e de avaliação ambiental.
O setor do comércio responde, no estado, por 400 mil empresas, 2,7 milhões de empregos e 60% do seu PIB. Há três anos, a Fecomércio produziu um planejamento estratégico para o fortalecimento dos sindicatos e para a penetração do Sesc nos 92 municípios do Rio de Janeiro. O Senac-RJ e o Sesc-RJ atuam em 23 áreas de conhecimento, inclusive em nível de pós-graduação. O Sesc-RJ cobre as áreas de esporte e lazer, cultura (rede de teatros), sócio-educativa, turismo, social e saúde. O Senac-RJ trabalha na qualificação de pessoas, no desenvolvimento empresarial e na consultoria de gestão. Tem 400 programas educacionais, 22 bibliotecas e promove uma gama diversificada de oficinas, seminários e palestras.
As alocuções dos dirigentes da Fetranspor e da Faerj mostraram a importância dos setores dos transportes e do agribusiness para a economia do estado. Ambos acharam que mexer no Sistema "S" seria um retrocesso.
Funtep
Lançado no dia 27 de março deste ano, a proposta do Fundo Nacional de Formação Técnica e Profissional tem como objetivo ampliar a oferta de cursos de formação profissional, para beneficiar alunos do ensino médio das escolas públicas. Para criação do Funtep, o Governo federal remanejaria a verba hoje destinada ao Sistema "S", que é formado por entidades como Incra, Senac, Senai, Sesc, Sebrae e Senar, dentre outros.
Segundo o Governo, a iniciativa do Funtep é dupla. Em primeiro lugar se destina a beneficiar, em articulação com o ensino regular, os alunos do ensino médio das escolas públicas. Também quer beneficiar trabalhadores desempregados – são cerca de seis milhões – que recebem o seguro-desemprego. A idéia é qualificá-los melhor para serem reinseridos no mercado de trabalho.
A arrecadação para o Sistema "S" é de 2,5% sobre a folha de salários das empresas. Hoje, 1,5% é destinado aos serviços sociais e 1%, aos serviços de aprendizagem. O Projeto de Lei do Funtep prevê a inversão dessas porcentagens: 1% para os serviços sociais e 1,5% para os de aprendizagem. Tal mudança é considerada de maior grandeza pelos atuais administradores do Sistema "S". Outra proposta do projeto do Governo é que os recursos arrecadados compulsoriamente sirvam exclusivamente para custear cursos gratuitos e que estes tenham a duração mínima de 200 horas.
A destinação dos recursos do Funtep seria para cursos técnicos de nível médio e para a formação inicial e continuada do trabalhador, com um mínimo de 20% da carga horária do curso técnico de nível médio. Os cursos não-gratuitos não serão computados para a distribuição dos recursos do Funtep. O objetivo do novo fundo é o de ampliar a oferta de cursos de formação profissional gratuitos e presenciais.
Outra alteração importante proposta pelo projeto do Funtep é mudar a repartição dos recursos do Sistema "S", levando em conta os critérios de quantidade e qualidade. Atualmente, o sistema remunera cada unidade estadual com um valor fixo, independente do número de matrículas e da qualidade de cursos que oferece. O projeto do Governo Federal ainda prevê que o trabalhador que usufruir de curso profissional gratuito invista, em contrapartida, em sua escolaridade. Ele poderá fazê-lo cursando o ensino fundamental, médio regular ou então a educação de jovens e adultos (antigo supletivo). O Governo garante que o curso técnico, acrescido da ampliação da escolaridade, fará que o trabalhador prescinda de qualificação posterior.
Sistema "S"
O Senai – Serviço Nacional de Aprendizado Industrial – e o Sesi – Serviço Social da Indústria – foram criados no Governo Vargas, na década de 40, com um Brasil iniciando sua industrialização (a Companhia Siderúrgica Nacional de Volta Redonda é de 1941). O Sistema "S", formado por 11 entidades, inclui 1.200 escolas nas áreas da indústria e comércio e movimenta um orçamento de R$ 8 bilhões.
A entrada de um setor econômico no Sistema "S é objeto de lei assinada pelo presidente da República e pressupõe a existência de uma confederação – equivalente a três federações – representativa do setor. O setor de telecomunicações, representando 7% do PIB e o segundo maior investidor do País, depois da indústria petrolífera, ainda não possui uma confederação e nem seu próprio Sistema "S" para treinar e dar assistência social a seus trabalhadores. O setor das comunicações e da informação representa uma atividade de alto conteúdo tecnológico que exige uma mão de obra especializada e bem treinada. |
TELEBRASIL é uma das apoiadoras do Futurecom, em sua décima edição 30/06/2008 :: João Carlos Fonseca
Aniversário é hora de festejar com os amigos, parceiros e família. É o que fez a família Veiga, em estilo, com jantar sentado, num restaurante top da paulicéia. A Futurecom de nº 10 acontece de 27 a 30 de outubro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, tendo como tema "A vida digital – o mundo em convergência". Ambos, Painel TELEBRASIL e Futurecom, com propostas diferentes, são referências obrigatórias no calendário de eventos do setor de telecomunicações. A Provisuale é uma associada TELEBRASIL.
A comemoração dos 10 anos da Futurecom reuniu no restaurante Leopolldina, que fica na Daslu, templo do consumo exclusivo, localizado na Vila Olímpia, em São Paulo, cerca de duas centenas de convidados, todos muito especiais e seletos, recepcionados pelos hosts Laudálio e Janete Veiga e filhos.
No ágape, mesas se formaram com grupos conversando animadamente, onde dominava o clima da iniciativa privada e do sentimento de estar entre seus próprios pares, em dia de festa. O local, bem como o refinado cardápio, no qual não faltou o gastronômico "trou normand" – um sorvete acidulado que renova o apetite no meio da seqüência de pratos – foi da escolha de um dos filhos de Laudálio, representando a nova geração Veiga, destinada a assegurar a continuidade da ação da Provisuale, a quem se deve a grife Futurecom.
Estiveram presentes, dentre outros, o CEO do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, diretor-presidente da TELEBRASIL; e o vice-presidente da Ericsson Brasil, Carlos Duprat, diretor estatutário da Casa. Na extensa lista de convidados, só para citar alguns nominalmente, encontravam-se muitos representantes de empresas associadas da TELEBRASIL, inclusive o chairman para a América Latina da Nokia-Siemens, Aluizio Byrro, ex-diretor estatutário da Associação Brasileira de Telecomunicações.
Em breve palavras, misturando o pragmático e o homem de idéias, o empresário e engenheiro Laudálio Veiga – um case de indiscutível sucesso no mundo da iniciativa privada – agradeceu a presença dos amigos e anunciou o futuro da Provisuale, que disse ser "um novo modelo de negócios, com um projeto de longo prazo". Na abertura da 10ª Futurecom, serão revelados a agenda e o local dos eventos de 2009 a 2012. Já se sabe que, ao que tudo indica, a Futurecom de 2009 voltará a ser realizada na aprazível Florianópolis (SC), que, na opinião de muitos, deixou saudades.
Em folder dentro de uma mochila, dada a cada participante ao final do jantar, a 10ª Futurecom se orgulhava de ter ultrapassado a marca dos 100 patrocinadores e dava a lista de seus apoios institucionais e educacional e de seus parceiros de imprensa (media partners). O décimo evento, com seminário internacional e feira (Business Trade Show), durará três dias. Também sediará o workshop Projeto Brasil, para levar a banda larga ao meio rural, via satélite, com padrões abertos.
Durante o Seminário da Futurecom, teremos quatro "Premium speakers" já confirmados. Todos também dirigentes da TELEBRASIL: o CEO da Telefônica, Antonio Carlos Valente; o CEO da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo (vice-presidente do Conselho de Administração da TELEBRASIL); o CEO da Claro, João Cox Neto; e o CEO da Vivo, Roberto de Oliveira Lima. O tema geral do Seminário "Vida Digital" cobre uma matriz focando, de um lado, a empresa, o governo, a família e a cidade digital; e de outro, a Sociedade e clientes de tecnologia, cada qual com suas características.
No item sociedade são consideradas a política e regulação; redes sociais e cidadania; e desenvolvimento. No clientes, os aplicativos e serviços, bem como o conteúdo. Na tecnologia, as redes de acesso e dispositivos, as redes de transporte e a gestão controle e segurança. A cerimônia solene de abertura da 10ª Futurecom será no dia 27 de outubro, às 19h. |
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